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Ministério Público questiona demora na investigação do surto da legionela

Ministério Público questiona demora na investigação do surto da legionela

PCP quer ouvir na Assembleia da República a ARS/Norte e as delegações de saúde sobre as 14 mortes em Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim.

O Ministério da Saúde diz que as respostas virão "no tempo próprio", mas o JN sabe que o Ministério Público (MP) quer, agora, saber porque demoraram 12 dias a agir. Dois meses depois, a fonte do mais mortal surto de legionela registado em Portugal continua por identificar. PCP quer ARS/Norte na Assembleia da República.

"Esse trabalho está em curso, todas as entidades e autoridades estão a trabalhar para identificar o surto (...). A identificação do local será, certamente, feita no seu tempo próprio", afirmou, anteontem, o secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes.

O primeiro caso do surto, que infetou 89 pessoas, 14 das quais morreram, nos concelhos de Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim, surgiu a 29 de outubro. Mas, conforme o JN noticiou, só a 9 de novembro começaram as inspeções em fábricas e centro comerciais. A demora deu tempo a várias empresas para limparem as suas torres de refrigeração e pode ter apagado, definitivamente, o rasto da legionela.

O Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) garantiu, esta semana, que, até agora, "não há correspondência" entre as análises feitas aos pacientes e as amostras colhidas em torres. A Longa Vida, cujas torres foram encerradas a 12 de novembro pode, assim, não ser a fonte, mas, por agora, Ministério da Saúde e ARS/Norte nada dizem.

Quanto à demora, a ARS/Norte diz apenas que "a intervenção foi atempada e ajustada" e justifica-se com a necessária "investigação epidemiológica e ambiental", mas o JN sabe que o MP já pediu mais explicações. Oficialmente, com o processo em segredo de justiça, a Procuradoria-Geral da República não esclarece mais.

O PCP exigiu explicações. Quer saber "que ações foram tomadas e em que momento" e requereu "a audiência, com urgência, da ARS/Norte e das unidade locais de saúde pública".

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