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Ministra considera "indigno" "instrumentalizar" crianças com vista à "propaganda"

Ministra considera "indigno" "instrumentalizar" crianças com vista à "propaganda"

A ministra da Educação garantiu hoje, terça-feira, que não vai ceder a "formas de pressão, nem tentativas de impressionar a opinião pública", relativamente às escolas privadas com contrato de associação, e criticou a "instrumentalização" de pais e alunos.

"A decisão de tratar com cuidado e rigor a questão do financiamento dos colégios com contrato de associação não será nunca questionada, nem por formas de pressão, nem por tentativas de impressionar a opinião pública, com campanhas, encenações e informações falsas", afirmou Isabel Alçada.

A governante falava aos jornalistas em conferência de imprensa ao início da tarde, depois de pais de alunos daqueles estabelecimentos de ensino terem depositado meia centena de caixões à porta das instalações da tutela, na avenida 5 de Outubro, em Lisboa.

"Considero esta campanha absolutamente indigna. [...]. Instrumentalizar crianças para obter vantagens ou com qualquer outro objectivo de propaganda é infringir um princípio ético", criticou Isabel Alçada.

A ministra garantiu que o Governo efectuou uma "análise minuciosa" sobre as 93 escolas particulares com contrato de associação, afirmando que a alguns colégios receberam no passado um financiamento "mais do que seria justo", o que permitiu que alguns "obtivessem elevadas margens de lucro".

"No ensino público ninguém recebe lucros. A única finalidade da escola pública é educar. Não havendo vantagens comerciais para ninguém", sublinhou.

Isabel Alçada adiantou ainda que 57 colégios já aceitaram os valores definidos para o actual ano lectivo, mas garantiu que no próximo ano a verba por cada turma financiada será de 80.080 euros, menos cerca de dez mil euros que o valor exigido pela Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (AEEP).

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"Nenhum português compreenderia que o Estado continuasse a duplicar despesas, sobretudo num momento de dificuldade para todos, como aquele que atravessamos", realçou.

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