Mobilidade

Ministra da Coesão Territorial: "Não se podem fechar fronteiras cegamente"

Ministra da Coesão Territorial: "Não se podem fechar fronteiras cegamente"

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, declarou esta sexta-feira em Melgaço, que o encerramento de fronteiras, como o que está em curso por causa da pandemia, não pode ser feito de forma cega em regiões como o Alto Minho.

Após uma reunião de trabalho com vários autarcas da região, secretários de Estado das Infraestruturas e da Valorização do Interior, presidente da CCDR-N e com a conselheira da Mobilidade da Junta da Galiza para discutir investimentos transfronteiriços, aquela governante lamentou "os transtornos" causados à população pela medida. E afirmou que "se devem manter abertos mais postos" de atravessamento e "é preciso trabalhar para fazer desaparecer as fronteiras".

"Isto é uma lição para o futuro. Nós não podemos fazer cegamente o encerramento de fronteiras, sobretudo naqueles territórios onde ela já desapareceu há décadas, porque no dia-a-dia, as pessoas não a vêm, não a sentem e não a querem", declarou aos jornalistas, à saída da reunião, que decorreu na Câmara de Melgaço e que serviu para alinhar futuros investimentos como ligações ferroviárias, rodoviárias e pontes de caráter transfronteiriças.

Ainda sobre o bloqueio de fronteiras por causa da pandemia e que há um ano gera protestos de autarcas portugueses e galegos da raia do Minho, Ana Abrunhosa, referiu que a situação coloca ao Governo "uma grande urgência no estatuto do trabalhador transfronteiriço que está a ser trabalhado entre os dois países". "A pandemia ensina-nos isto, é que temos de trabalhar para que a fronteira desapareça e lamentamos muito todos os transtornos que as pessoas deste território sentiram", disse.

Quanto a investimentos que propiciam ligações transfronteiriças, a ministra informou que estão em cima da mesa projetos como a requalificação da ponte internacional sobre o rio Minho Monção-Salvaterra e obras na EN101, 201 e 203. "O Alto Minho nunca se desliga da Galiza quando se pensa o seu desenvolvimento", afirmou.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG