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Ministra manda hospitais suspenderem atividade para ganhar camas

Ministra manda hospitais suspenderem atividade para ganhar camas

Despacho da ministra da Saúde diz a hospitais para porem planos de contingência em nível máximo e que suspendam a atividade assistencial programada não urgente que possa reverter em reforço de cuidados ao doente crítico.

A ministra da Saúde, Marta Temido, emitiu um despacho, publicado esta quarta-feira, a determinar que os "estabelecimentos hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS) passem os seus planos de contingência para o nível máximo e suspendam a atividade assistencial programada não urgente que possa reverter em reforço de cuidados ao doente crítico".

O documento explica que tal suspensão, "pela sua natureza ou prioridade clínica, não implique risco de vida para os utentes, limitação grave do seu prognóstico e ou limitação de acesso a tratamentos periódicos ou de vigilância, designadamente no âmbito do acompanhamento da gravidez, exacerbação das doenças crónicas ou outros".

O despacho avança ainda que se proceda ao "diferimento de atividade cirúrgica programada de prioridade normal ou prioritária" e que se afetem meios humanos nos serviços de Medicina Intensiva.

As medidas aplicam-se até dia 31 de janeiro.

Recorde-se que os hospitais, principalmente na região de Lisboa e Vale do Tejo, estão sob grande pressão.

Garcia de Orta lotado

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Esta quarta-feira, o Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, revelou que está desde terça-feira a tentar transferir doentes para outras unidades sem conseguir vagas.

Em comunicado, o HGO adiantou que conta com "155 doentes positivos por infeção por SARS-CoV-2", Destes, 136 estão internados em enfermaria, 18 em Cuidados Intensivos (UCI) e um doente está em casa, em Hospitalização Domiciliária".

O hospital de que está já "para além do seu nível máximo do plano de contingência, que previa inicialmente um total de 66 camas em enfermaria e nove de cuidados intensivos, destinadas a doentes positivos para SARS-CoV-2".

O HGO transferiu cinco doentes para e Unidade Local de Saúde de Matosinhos e 5 para o Centro Hospitalar Universitário do Porto e outros cinco para o Centro Hospitalar Universitário do Porto.

Foram também direcionados doentes para outros hospitais da região de Lisboa que necessitavam de cuidados intensivos, no âmbito do funcionamento, em rede dos hospitais que tem sido assegurado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

A administração lembrou ainda que o HGO tem sido um dos hospitais com maior volume de doentes infetados por SARS-CoV-2, internados em enfermaria. Mantendo "uma taxa de esforço elevada e contínua, na ordem dos 30%, para prestar cuidados a doentes covid-19".

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