Pandemia

Ministra sobre testes rápidos: "Utilização ainda não está recomendada para casos de infeção"

Ministra sobre testes rápidos: "Utilização ainda não está recomendada para casos de infeção"

Os testes rápidos que estão a ser preparados pela Cruz Vermelha Portuguesa ainda estão a ser avaliados pelo Ministério da Saúde. Marta Temido referiu esta quarta-feira em conferência de imprensa que ainda está a ser ultimadas as circunstâncias em que estes testes podem ser utilizados.

"A utilização destes testes ainda não está recomendada para casos de infeção à Sars-CoV-2", disse a governante em resposta aos jornalistas. Marta Temido realçou que os testes rápidos têm baixa sensibilidade em assintomáticos ou pessoas com baixa carga viral do novo coronavírus.

O tema está a ser tratado com especial atenção pelo Governo, com um conjunto de peritos, já que o mercado dos testes rápidos está "dinâmico" e vários países europeus já os utilizam em determinados contextos. Em Itália, por exemplo, os testes rápidos são usados em portos e aeroportos e na Bélgica, os testes negativos são sempre confirmados com um teste regular à covid, cujo resultado demora aproxidamente 24 horas.

Uma das preocupações, que a ministra da Saúde expôs, prende-se exatamente com os falsos negativos, ou seja, pessoas que testam negativo à covid-19, mas que afinal podem estar infetadas. "Temos de definir as circunstâncias em que podem ser utilizados", afirmou Marta Temido em conferência de imprensa.

A apreciação dos peritos, em conjunto com o Ministério da Saúde, deverá ser conhecida no final desta semana.

Fátima: 13 de outubro ainda aguarda parecer

Depois de duas reuniões com o reitor e o vice-reitor do Santuário de Fátima, a Direção-Geral da Saúde (DGS) está a preparar um parecer sobre as celebrações do 13 de outubro. Graça Freitas afirmou que a autoridade de saúde pública recebeu o plano de contigência do Santuário, e como já aconteceu com outros eventos, vai avaliar o documento, conforme "o momento epidémico em que nos encontrámos".

A diretora-geral da Saúde referiu ainda que a DGS ouviu as questões, os esclarecimentos e as respostas da Igreja e que agora se encontra numa "fase técnica". "Será um acerto baseado na confiança para chegarmos a um entendimento", disse.

705 utentes infetados em lares

Para o Governo, os surtos de covid-19 que são motivo de preocupação acontecem nas estruturas residenciais para idosos. Marta Temido afirmou que existem surtos ativos em 44 estruturas residenciais (que correspondem a 74 unidades): 23 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 17 no Norte, duas no Centro e duas no Alentejo. Dos 705 utentes com covid-19, 114 estão internados.

A ministra da Saúde voltou a ser questionada pelos jornalistas com a saída de Jamila Madeira, ex-secretária de Estado Adjunta e da Saúde. Marta Temido referiu que as mudanças nas equipas são normais e que temos de estar "preparados para elas".

Também as equipas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foram muito referidas pela governante, que apontou uma maior preparação das unidades de saúde já para este outono/inverno, com a entrada de 5016 profissionais de saúde, "saldo líquido em agosto de 2020 face a dezembro de 2019".

Da mesma forma, a robustez dos espaços nos hospitais está a ser pensada no "sentido de alargar a capacidade de resposta". "Estamos a trabalhar para que o plano da Saúde não seja só no papel", concluiu.

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