Covid-19

Ministro do Ambiente garante planos de contingência em todos os transportes públicos

Ministro do Ambiente garante planos de contingência em todos os transportes públicos

O ministro do Ambiente garantiu esta quarta-feira que todas as empresas de transporte público estão a aplicar os planos de contingência para o novo coronavírus, referindo que as empresas públicas fazem desinfeção "muito mais intensa" dos seus veículos.

Numa audição na comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, João Pedro Matos Fernandes afirmou que "todas as empresas têm os seus planos para os trabalhadores e utentes", condicionando o acesso às suas instalações para proteger os trabalhadores e fazendo "uma desinfeção muito mais intensa" nas carruagens de metro, comboio, autocarros e barcos.

Os únicos dois casos suspeitos surgidos no Metro do Porto foram despistados como negativos e mesmo um falso alarme na estação do Bolhão, onde um homem se apresentou com sintomas de possível infeção, levou a que a estação "estivesse fechada e fosse desinfetada durante duas horas", referiu o governante com a tutela dos transportes.

O deputado do CDS-PP João Gonçalves Pereira considerou que "não é uma resposta satisfatória" dizer que as empresas estão a aplicar planos de contingência.

"Os comboios, metros e barcos estão cheios, a abarrotar", notou o deputado, salientando que apesar de não haver casos reportados entre trabalhadores, "nos transportes há uma responsabilidade efetiva do Estado".

João Pedro Matos Fernandes assinalou que já se nota que há "uma ligeira redução da procura" por causa das restrições adotadas por escolas, universidades, museus e cancelamento de grandes concentrações de pessoas, como acontecimentos culturais ou desportivos.

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No que respeita às empresas privadas com concessão de transporte público, João Pedro Matos Fernandes indicou que também estão a seguir as mesmas orientações, sob instruções do Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

A epidemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.300 mortos em 28 países e territórios.

O número de infetados ultrapassou as 120 mil pessoas, com casos registados em 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 59 casos confirmados.

A região Norte continua a registar o maior número de casos confirmados (36), seguida da Grande Lisboa (17) e das regiões Centro e do Algarve (três cada).

O boletim divulgado hoje assinala também que há 83 casos a aguardar resultado laboratorial e 3.066 contactos em vigilância, um aumento face aos 667 divulgados na terça-feira.

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