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Ministro fala em 1,7 milhões de utentes sem médico mas admite que possam ser menos

Ministro fala em 1,7 milhões de utentes sem médico mas admite que possam ser menos

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou esta quarta-feira no Parlamento que existem cerca de 1,7 milhões de pessoas sem médico de família em Portugal.

O número resulta de um levantamento feito pelas cinco Administrações Regionais de Saúde. Mas, segundo o próprio titular da pasta admitiu, precisa de ser expurgado, pois inclui utentes já mortos ou inscritos em duplicado.

Mesmo desconhecendo a dimensão dos portugueses que não têm clínico atribuído, Paulo Macedo comprometeu-se a dar um médico de família a cada português.

Um relatório recente da Administração Central do Sistema de Saúde também sustentava que no final de 2010 ainda havia 1,5 milhões de utentes sem médico de família, contrariando a anterior ministra da Saúde, que falava em 500 mil. Mas, tal como noticiou o JN, este último parece ser o número mais próximo da realidade.

Em primeiro lugar, há mais de 11,4 milhões de utentes inscritos, quando a população residente no Continente é de pouco mais de dez milhões. Em segundo lugar, o número de inscritos com médico atribuído ou sem médico por opção própria era de 9.517.837, em 31 de Dezembro de 2010 (os dados do Algarve são de 2009).

Ora, se considerarmos que a população residente é de 10.041.813 pessoas, conclui-se que afinal há 523.976 sem médico de família.

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