Entrevista

Ministro garante que não vão faltar professores para substituições

Ministro garante que não vão faltar professores para substituições

Desde início de setembro, entregaram declaração de risco para não darem aulas 250 professores.

O ministro da Educação não teme o disparar de baixas nem a falta de professores para substituições no próximo ano letivo.

"No ano passado, vivíamos uma situação diferente. Muitos professores acabaram por não concorrer no concurso inicial e não aceitar horários mais curtos porque a nossa economia, felizmente, estava fervilhante; havia muita oferta de emprego e tínhamos efetivamente listas graduadas em alguns grupos de recrutamento relativamente pequenas. Este ano, estas listas são maiores e o que acreditamos é que teremos capacidade para ir renovando essas necessidades que existirão no sistema", defendeu Tiago Brandão Rodrigues em entrevista à revista "Notícias Magazine", que será publicada domingo com o JN.

Sexta-feira, a Direção-Geral da Administração Escolar revelou que, desde o início de setembro, 250 professores integrados em grupos de risco entregaram declaração para não dar aulas e foram substituídos nas reservas de recrutamento. Na entrevista, o ministro voltou a insistir que os professores têm acesso ao mesmo regime de proteção que os restantes trabalhadores. Até à segunda reserva de recrutamento, só tinham entregue a declaração cerca de "cinco dezenas de professores", revelou, no início da semana, quando visitou uma escola na Maia.

Rejuvenescimento

"O rejuvenescimento da carreira vai ser uma realidade porque é inevitável", assumiu, sem revelar, por exemplo, os critérios para o programa de pré-reformas, e recordando que, nos anos 80, o rejuvenescimento foi assegurado por muitos licenciados que fizeram na altura a profissionalização para entrarem no sistema.

"Agora temos de criar mecanismos para que isso aconteça". Desde que tomou posse, sublinhou, já vincularam "mais de oito mil professores nos quadros" e a carreira foi descongelada, "permitindo a muitos chegarem ao topo". Medidas que atribuem estabilidade. "Agora o que temos de continuar a fazer é promover que politécnicos e universidades cada vez trabalhem mais para tornarem mais atrativos os cursos ligados" ao ensino.

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