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Covid-19

Ministro insiste nas aulas presenciais: "escolas não são focos privilegiados de propagação"

Ministro insiste nas aulas presenciais: "escolas não são focos privilegiados de propagação"

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, insiste que a prioridade é as escolas manterem o ensino presencial, apesar dos dados crescentes da pandemia, e que "as escolas não são focos privilegiados de propagação da doença". Questionado sobre pedidos para que, nos concelhos com mais transmissão, se avance para o ensino misto, o ministro não se comprometeu.

Na audição parlamentar sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2021, que decorre esta sexta-feira no Parlamento, Cláudia André, deputada do PSD, confrontou o ministro da Educação com o aumento de casos nas escolas e as necessidades de aumento dos casos de isolamento de professores e alunos, mencionando o apelo da Associação Nacional de Diretores das Escolas (ANDE) para que, no Norte, as escolas avancem "imediatamente" para o ensino misto.

"Se vier a ser necessário, como se avizinha, o regresso ao ensino à distância, garante o acesso de todos os alunos e professores a computadores e à Internet?", questionou a deputada. Ouvido na comissão parlamentar de Educação, o ministro garantiu que, até dia 15 de novembro, serão distribuídos os primeiros 100 mil computadores aos alunos abrangidos pela ação social escolar nas escolas TEIP (territórios educativos de intervenção prioritária) mas insistiu que o ensino presencial é a regra para manter.

"O ensino presencial tem que continua a acontecer", disse, aludindo às declarações de especialistas que garantem que "as escolas não são focos privilegiados da propagação da doença". "Temos que continuar a aposta", acrescentou.

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