Imobiliário

Ministro Pedro Nuno Santos diz que alterações nos "vistos gold" são imperativas

Ministro Pedro Nuno Santos diz que alterações nos "vistos gold" são imperativas

Governante afirmou, esta quarta-feira, que "os preços praticados no mercado imobiliário, em Lisboa e no Porto, são um crime lesa-pátria".

Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, defende que os "vistos gold", neste momento, "não resolvem os problemas da população portuguesa, nas cidades de Lisboa e do Porto, por isso, é altura de retirar esses instrumentos nessas cidades e tentar que possam beneficiar outras". As declarações do governante foram feitas, esta quarta-feira de manhã, à margem de uma visita ao Porto de Aveiro, dois dias depois de o PS ter entregado uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado, em que limita a concessão dos "vistos gold" a investimentos feitos por estrangeiros em municípios do interior, ou nos Açores e na Madeira.

"Neste momento, temos, nas grandes cidades, um setor imobiliário fortemente aquecido, com preços muito longe daquela que é a realidade do que o povo português pode pagar", sublinhou Pedro Nuno Santos. O governante comentou, também, as declarações de Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais das Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, que afirmou que "agir para travar a procura é um crime de lesa-pátria, cujas consequências não estão a ser avaliadas". "Um crime de lesa-pátria são os preços que são praticados no mundo imobiliário, em Lisboa e no Porto, em que a esmagadora maioria do povo português não consegue sonhar com uma casa da terra onde nasceu", frisou o ministro das Infraestruturas e da Habitação.

Opinião diverge da de Medina

As declarações de Pedro Nuno Santos surgem um dia depois de Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, ter aconselhado, em declarações à Rádio Renascença, "prudência na gestão da especialidade, porque o Barreiro, Almada, Montijo, Palmela, Setúbal e Loures não são município de Lisboa nem têm a mesma situação imobiliária nem a mesma situação de investimento". "Portugal não deve diminuir instrumentos de atração de investimento para o país", alertou o autarca.

Por seu turno, Pedro Nuno Santos entende que os "vistos gold" são um instrumento que, atualmente, não traz benefícios para as grandes cidades, locais onde "os preços exorbitantes que são praticados excluem do acesso à habitação a esmagadora maioria dos lisboetas e dos portuenses". Por isso, "a retirada do incentivo é importante para as grandes cidades, para que outras beneficiem dele".

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