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Mobilidade em janeiro superou níveis pré-pandemia, conclui estudo

Mobilidade em janeiro superou níveis pré-pandemia, conclui estudo

Os portugueses estão a sair mais de casa. Prova disso, conclui um estudo da consultora PSE, é que a mobilidade em janeiro superou os níveis pré-pandemia. Segundo os dados empresa, entre a segunda e a terceira semanas de janeiro, foram registados níveis de mobilidade de cerca de 8% acima da normalidade pré-pandemia.

Segundo a PSE, entre a última semana de dezembro e a primeira de janeiro, os portugueses acataram as regras de contenção decretadas pelo Governo. Nessas duas semanas, cerca de 40% da população não saiu de casa nos dias úteis e o Índice de Mobilidade PSE registou" cerca de 10 a 12 pontos abaixo dos valores normais de mobilidade"

A partir daí, na segunda e terceira semana de janeiro, "os valores de mobilidade foram crescendo registando-se mesmo uma mobilidade 5 a 10 pontos acima dos valores da mobilidade normal", ou seja, no período pré-pandemia.

"A linha de tendência é claramente crescente desde o dia 7 de janeiro, data onde a mobilidade obteve o valor 100, ou seja, já igual aos valores normais pré-pandemia. As últimas duas semanas em análise apresentam, nos dias úteis, valores superiores a 100, variando entre 105 e 110, o que significa que a população portuguesa está já a ter um nível de mobilidade acima do que acontecia antes da pandemia. Em termos médios, 8% acima do valor pré-pandémico", refere a PSE.

Entre outros fatores, a empresa especializada em mobilidade justifica o aumento com "o fator teletrabalho" que tem "um efeito potenciador do número de quilómetros percorridos pela população". "Isso acontece porque as deslocações são, neste contexto, mais diversas, havendo um número de viagens superior ao que se via antes da pandemia. Ou seja, enquanto antes da pandemia a maioria da população ativa fazia sobretudo percursos casa-trabalho-casa, hoje há uma maior diversidade de razões para fazer deslocações e vemos também uma maior flexibilidade de horários para essas deslocações", detalha a consultora.

Segundo a PSE, atualmente, "os período de hora de ponta são menos intensos" e existe "uma maior mobilidade realizada nos períodos entre as horas de ponta", resultando "globalmente em mais quilómetros percorridos". Isto ocorre, sobretudo, nos na Grande Lisboa e no Grande Porto.

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