Moção

Rio aponta seis desafios no país e recusa fazer "política de espetáculo"

Rio aponta seis desafios no país e recusa fazer "política de espetáculo"

Rui Rio vai apresentar-se a votos nas diretas de sábado, propondo-se a construir "uma nova maioria sem linhas vermelhas" e garantindo que, se continuar na liderança, o PSD não irá enveredar pela "política espetáculo". Na moção "Portugal ao Centro", Rui Rio aponta seis desafios ao país e propõe reformas em setores como a Educação, Saúde e Justiça.

"A "política espetáculo" não pode ter lugar num partido que aspira a governar Portugal", vinca o líder do PSD, numa indireta ao adversário nas diretas, Paulo Rangel. "Se o fizermos, arriscamo-nos a ser iguais aos que, no atual Governo, fazem da comunicação o principal instrumento de manipulação dos cidadãos, através dos media", justifica.

Por isso, Rui Rio defende "uma liderança responsável, credível e mobilizadora". E o objetivo nas legislativas de 30 de janeiro é "construir uma nova maioria sem linhas vermelhas, assente no compromisso, à esquerda ou à direta, cujo o único limite será o da moderação, do respeito pelas instituições constitucionais".

Assim, o líder recandidato mantém a abertura ao diálogo com o PS em nome do "superior interesse nacional. Quando colocamos o interesse nacional em primeiro lugar, temos que estar disponíveis para sacrificar, parcialmente, as nossas propostas em prol de um interesse superior", sustenta.

Reforma na Justiça

É que Rui Rio acredita que o país necessita de várias reformas estruturais, em setores como a Saúde, a Educação e a Justiça, para conseguir superar seis desafios. E, para tal, o PSD precisa de conseguir nas legislativas uma "maioria inequívoca".

"O mais decisivo bloqueio que é urgente superar é o da economia", onde, "urgentemente", se deve "fazer crescer a riqueza. Não podemos continuar a assentar a competitividade nos baixos salários, quando demos passos decisivos no aumento das qualificações", diz.

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Segue-se a demografia, com uma classe média "esmagada" pela "maior carga fiscal na história das finanças públicas". E as alterações climáticas. Mas é sobre a "degradação dos serviços públicos" que Rui Rio concentra a maior das atenções, considerando particularmente "grave" a situação do Serviço Nacional de Saúde.

"O setor que exige uma reforma urgente é o da Justiça", defende, considerando que "urge inverter sintomas" como a "organização com traços marcantes de corporativismo e não sujeita ao escrutínio público, a morosidade dos processos e os entraves ao acesso".

Além da reforma do sistema político, o líder do PSD identifica o desafio da Educação, onde propõe que se comece "pelas bases", isto é, pelas creches e infantários.

Paulo Rangel recusa reforma da Justiça

Paulo Rangel, que hoje também formaliza a sua candidatura à liderança do PSD, recusou, ontem, uma reforma da Justiça, como defende Rui Rio. Para o eurodeputado, o país precisa é de "uma Justiça rápida. Temos de tornar a Justiça célere. O PSD fala muitas vezes na reforma da Justiça, mas aí eu discordo completamente do meu adversário interno", disse, na Guarda.

Combate à corrupção - Rui Rio quer o PSD a eleger o combate à corrupção como "uma das suas bandeiras". Mas eliminando "os contextos que favorecem a corrupção", como a "lógica clientelar no acesso aos cargos públicos", a dependência face às "oligarquias" e as "parentelas na ocupação do aparelho do Estado".

Cultura política - O líder do PSD pede uma nova cultura política e partidos independentes de "grupos de interesse", transparentes nas decisões e pautados pela "ética da responsabilidade" no acesso ao bem público.

Aposta na ferrovia - Rui Rio defende investimentos na mobilidade elétrica, "com especial urgência na ferrovia".

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