Emigração

Modista da mãe de Marcelo Rebelo de Sousa gostava de voltar a ver o Presidente

Modista da mãe de Marcelo Rebelo de Sousa gostava de voltar a ver o Presidente

Pelos vidros do portão da garagem entra uma claridade que ajuda a aquecer o espaço, numa curta tarde deste mês de dezembro. Em Seixo de Ansiães, Carrazeda, Irene Canelhas, 86 anos, está sentada a uma máquina de costura.

"Ela olha para mim, eu olho para ela, e assim se passa o tempo", suspira a mulher que foi modista da mãe do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, durante os 25 anos que viveu no Brasil.

"Bons tempos aqueles" vividos nos arredores de São Paulo, onde conheceu "a dona Maria e o senhor doutor Baltasar", os pais de Marcelo. Coincidiram a ir para lá na sequência da revolução do 25 de Abril de 1974 em Portugal. O casal como refugiado, já que Baltasar desempenhou funções governativas em Moçambique e Lisboa durante os últimos anos do Estado Novo, e a modista, chamada por uma irmã, para fugir à instabilidade que se verificava em Luanda, Angola, onde trabalhou 11 anos.

A arte da costura, aprendida com 16 anos com a "dona Miloca", ainda em Seixo de Ansiães, granjeou-lhe "muita freguesia". "Nunca me queixei do negócio. Em Angola, cheguei a ter sete empregadas e no Brasil foram três."

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