Autárquicas 2021

Moedas quer mudar Lisboa e retirar "anestesia" em que vivem lisboetas

Moedas quer mudar Lisboa e retirar "anestesia" em que vivem lisboetas

O candidato à Câmara de Lisboa pela coligação Novos Tempos, Carlos Moedas, manifestou, esta quinta-feira, a urgência em mudar Lisboa e retirar a anestesia em que se encontram os lisboetas, durante a apresentação de Filipe Anacoreta Correia como seu número dois.

"É urgente esta mudança. O regime socialista tem vindo a anestesiar as pessoas, a anestesia que tem sido feita de que já não vale a pena ter esperança, que não vale a pena votar. Não podemos deixar a anestesia vencer sendo concretos no que queremos para Lisboa", disse Carlos Moedas.

O candidato que lidera a coligação Novos Tempos, que reúne PSD, CDS, PPM, MPT e Aliança, apresentou a sua equipa de 24 candidatos às juntas de freguesia da capital, bem como a equipa para a câmara e para a Assembleia Municipal. A um mês das eleições autárquicas, Carlos Moedas deu a conhecer a sua equipa no jardim do Torel, em Lisboa, localizado na freguesia de Santo António.

"Faltam 30 dias para terminar com quase três mil dias de governação de Fernando Medina. Faltam 30 dias para que os lisboetas tenham um verdadeiro presidente da Câmara Municipal, que os oiça e que trabalhe com eles e para eles", começou por dizer Carlos Moedas.

Segundo o candidato, a lista que apresentou "é muito especial porque toma os problemas de Lisboa como os seus", sublinhando que lidera "uma grande equipa, mais conhecedora e mais comprometida, com a maior competência para lidar com Lisboa a partir de 26 de setembro".

Carlos Moedas frisou ir "agarrar Lisboa e fazer o que ainda não está feito", prometendo saúde e transportes públicos gratuitos para os maiores de 65 anos e uma rede de cuidadores informais para toda a cidade, lembrando que "vão ser cada vez mais aqueles que vão necessitar de cuidados especiais".

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O candidato acrescentou também a intenção de devolver aos lisboetas o IRS, a isenção de IMI para os jovens que comprem habitação na cidade, além de "reduzir o grande imposto que é o estacionamento com descontos para residentes na EMEL".

Carlos Moedas deixou ainda críticas à gestão camarária do socialista Fernando Medina, argumentando que irá ter uma gestão municipal "muito diferente", pois assume-se como político, mas também como gestor.

"Passa [a cidade] por ter políticos que assumem erros políticos e não culpem os técnicos, não vou culpar os trabalhadores da CML", disse, avançando que quer uma "câmara em que os funcionários não tenham medo de se queixar e denunciar o que está mal". "O medo acabou aqui na câmara", reiterou.

Na lista da sua equipa para a câmara fazem parte Joana Castro e Almeida, Filipa Roseta, Diogo Moura, Ângelo Pereira, Laurinda Alves, Sofia Ataíde, Margarida Saavedra e Pedro Simas.

Também em declarações na cerimónia, a médica e ex-deputada do CDS-PP, Isabel Galriça Neto, candidata à presidência da Assembleia Municipal de Lisboa, comprometeu-se hoje a deixar para trás um organismo que até aqui tem sido "maltratado", garantindo que é um "espaço em sinergia que merece o respeito do presidente da câmara e ser devidamente valorizado pelo que efetivamente é".

"Há espaço na Assembleia Municipal, para além de ser pequena e trabalhar para valorizar as propostas desta vasta equipa hoje reunida", disse Isabel Galriça Neto.

A Câmara de Lisboa é atualmente composta por oito eleitos pelo PS (incluindo dos Cidadãos por Lisboa e do Lisboa é Muita Gente), um do BE (que tem um acordo de governação do concelho com os socialistas), quatro do CDS-PP, dois do PSD e dois da CDU.

Na corrida à presidência da autarquia foram até agora anunciadas as candidaturas de Fernando Medina (coligação PS/Livre), Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), João Ferreira (CDU), Bruno Horta Soares (IL), Nuno Graciano (Chega), Beatriz Gomes Dias (BE), Manuela Gonzaga (PAN), Tiago Matos Gomes (Volt), Ossanda Biden (Somos Todos Lisboa) e João Patrocínio (Ergue-te).

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