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Alberto João Jardim

Momento de tensão em mais uma inauguração de Jardim no Funchal

Momento de tensão em mais uma inauguração de Jardim no Funchal

O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, admitiu, esta sexta-feira, que o resultado do PSD/Madeira poderá ficar abaixo do alcançado em 2007. Inauguração no Funchal ficou marcada por momentos de tensão entre outras candidaturas, obrigando à intervenção da PSP.

Questionado pelos jornalistas sobre se espera alcançar o mesmo resultado que há quatro anos, na inauguração do arranjo urbanístico da Av. Sá Carneiro, no centro do Funchal, Alberto João Jardim respondeu: "Isso não acho, devido às dificuldades que todos nós estamos a atravessar. Só uma pessoa inconsciente é que não percebia isso".

Jardim manifestou-se, contudo, convicto que repetirá a maioria absoluta dos votos no próximo domingo - "Obviamente que sim", declarou.

Na inauguração marcaram presença dirigentes de outros partidos concorrentes às eleições legislativas regionais, facto que originou alguns momentos de tensão e obrigou à intervenção da polícia.

Um dos dirigentes que marcou presença foi o presidente do PTP, José Manuel Coelho, que, empunhando uma bandeira do partido, procurou chegar ao presidente do governo regional, tendo sido impedido pelos agentes policiais que seguiam de perto os passos de Alberto João Jardim.

"Venho testemunhar aqui a despedida do doutor Alberto João Jardim. Eu vou suceder na presidência do governo regional ao doutor Jardim. Obrigado doutor Jardim pelo que fez pela Madeira, pelo betão e alcatrão, mas agora tem que ir para casa. Agora é a vez do amigo Coelho. Viva a PSP", gritava Coelho, durante a visita a um novo parque de estacionamento ribeirinho.

"Aqui o senhor chefe Carneiro está a ter um trabalhão com o Coelho, mas o Coelho não vai maltratar o senhor presidente. O Coelho é amigo do doutor Jardim, mas ele agora tem que ir tratar dos netos", acrescentou.

Já no exterior, perante a insistência de José Manuel Coelho, Jardim deteve-se e dirigiu-se ao candidato: "Muito prazer, venho cumprimentar o senhor Coelho", disse, num cumprimento selado por um abraço tenso.

Mais adiante, enquanto Jardim se preparava para falar aos presentes - a maioria dos quais vestidos a rigor para a ocasião - surgiu o deputado do PND António Fontes, brandindo no ar o seu cartão de membro da Assembleia Legislativa Regional, vociferando Jardim, que elevou o tom de voz e prosseguiu a sua intervenção.

"Esta obra é pública e eu tenho direito a falar", clamava o deputado, enquanto membros da Juventude Social-Democrata (JSD) local, de megafone em punho, gritavam: "Fascistas" e "nós só queremos Alberto a presidente".

António Fontes, que gritava permanentemente enquanto Jardim falava, acabaria por ser retirado da cerimónia por agentes policiais - momento em que Jardim acabaria por se deter na sua intervenção.

"Ao terminar este meu mandato, levo a consciência de ter feito pela cidade do Funchal, com a colaboração preciosa de todos os presidentes da câmara, o que ninguém fez", disse, desfiando as virtualidades da obra hoje inaugurada, que "engrandece a cidade" e que "fica para o futuro".

"E no futuro falar-se-ão das grandes obras, não se falará dos palhaços", rematou.