Ambiente

Montemor-o-Velho e Vouzela ultrapassam valor limiar de poluição atmosférica por ozono

Montemor-o-Velho e Vouzela ultrapassam valor limiar de poluição atmosférica por ozono

O valor limiar de poluição atmosférica por ozono foi ultrapassado oito vezes, entre as 18 horas e as 0 horas de sexta-feira, em Montemor-o-Velho (Coimbra) e Vouzela (Viseu), informou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

Em comunicado enviado à agência Lusa, a CCDRC adianta que na estação de medição de Montemor-o-Velho foram registados valores acima do limiar de alerta à população, que é de 180µg/m3 (microgramas de ozono por metro cúbico de ar) entre as 18 horas e as 19 horas (196 µg/m³), entre as 19 horas e as 20 horas (204), entre as 20 horas e as 21 horas (198), entre as 21 horas e as 22 horas (186), entre as 22 horas e as 23 horas (187) e entre as 23 horas e as 0 horas (186).

Em Vouzela, na estação de Fornelo do Monte, entre as 19 horas e as 20 horas foi registada uma concentração média de 194 µg/m³ e de 183 µg/m³ entre as 20 horas e as 21 horas.

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O valor limiar de poluição atmosférica por ozono também foi ultrapassado na tarde de sexta-feira em Montemor-o-Velho.

Segundo a CCDRC, na estação de medição de Montemor-o-Velho, a concentração média horária daquele poluente entre as 12 e as 13 horas foi de 180µg/m3, e nos períodos entre as 13 e as 14 horas e das 14 e as 15 horas foi de 198 µg/m³.

A fonte alerta que a exposição a este poluente afeta, essencialmente, as mucosas oculares e respiratórias podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações oculares.

No mesmo comunicado, a CCDRC também faz algumas recomendações aos residentes nos locais afetados, "na medida em que os valores de concentração registados podem provocar danos na saúde humana, especialmente nos grupos mais sensíveis da população (crianças, idosos, asmáticos, alérgicos e indivíduos com outras doenças respiratórias ou cardíacas)".

A CCDRC recomenda aos residentes que "reduzam ao mínimo a atividade física intensa no exterior (sobretudo ao ar livre)" e que "evitem outros fatores de risco" (tais como fumar ou utilizar e contactar com produtos irritantes contendo solventes na sua composição, como gasolina, tintas e vernizes).

É ainda solicitado que os habitantes "respeitem rigorosamente tratamentos médicos em curso" e recorram a cuidados médicos "em caso de agravamento de eventuais sintomas".

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