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Montenegro faz ultimato a Costa: ou mostra que é capaz de governar ou pede eleições

Montenegro faz ultimato a Costa: ou mostra que é capaz de governar ou pede eleições

O líder do PSD fez, esta quarta-feira, um ultimato ao primeiro-ministro: ou mostra que é capaz de governar com maioria absoluta e continuar a merecer a confiança dos portugueses ou apresenta uma moção de censura e pede ao presidente da República para convocar eleições. "Esta é a sua grande hora, de mostrar o que vale!", avisou Luís Montenegro.

Depois de ter enumerado os mas recentes casos de "confusões" no Governo, como os de Alexandra Reis, de Pedro Nuno Santos e da secretária de Estado da Agricultura, o líder do PSD explicou ao partido por que optou pela abstenção na moção de censura, apresentada pelo Chega. Um sentido de voto que provocou críticas de alguns deputados sociais-democratas, que defendiam um voto favorável.

"Seria um desrespeito pelo veredicto popular. Uma coisa é criticar o Governo, outra é exigir eleições. O PSD não exige eleições, pelo menos, para já. Um partido responsável não pode colocar o país a entrar em três processos eleitorais em três anos", justificou, reafirmando a posição adotada na reunião da bancada que antecedeu a discussão e votação da moção de censura.

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No entanto, o tempo de António Costa está a esgotar-se. "Esta é a sua grande hora, a grande hora de mostrar o que vale. É a hora de mostrar ao país que ainda é merecedor da confiança que lhe foi dada e da tarefa de governar o país", avisou Luís Montenegro.

"Se não estiver à altura da sua hora, o país terá mecanismos para atalhar o caminho. O PSD é sempre alternativa e alguém que é líder do PSD está sempre preparado para ser primeiro-ministro", deixou claro o presidente dos sociais-democratas, ao abrir o Conselho Nacional desta quarta-feira.

Ou seja, Luís Montenegro pedirá eleições. "No dia em que concluirmos que o Governo não tem condições para prosseguir, vamos ao presidente da República e dizer por A mais B mais C por que a realidade do país reclama uma interrupção legislativa", garantiu.

"Se esse dia chegar, nós assumiremos a responsabilidade e, se for preciso, uma moção de censura. Mas é com consequências", assegurou o líder do PSD, lembrando que a maioria absoluta do PS nunca iria permitir a aprovação de uma moção de censura. Por isso, o líder do PSD diz que essa moção seria simbólica do ponto de vista político, já que o caminho tem que ser por Belém.

Voltando a falar para o interior do partido, Luís Montenegro abordou a questão das sondagens e o facto de o partido não estar a descolar criar preocupação entre alguns sociais-democratas. "Propus um caminho. Confiaram em mim. Esta Direção cumpre o seu caminho, digam o que os estudos de opinião disserem e, no dia da avaliação final, cá estarei para assumir as responsabilidades. Estarei aqui enquanto o partido confiar em mim", rematou.

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