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Moreira com maioria absoluta na Câmara mas em minoria na Assembleia

Moreira com maioria absoluta na Câmara mas em minoria na Assembleia

O independente Rui Moreira foi reeleito presidente da Câmara do Porto com maioria absoluta (elegeu sete vereadores, contra quatro do PS, um do PSD/PPM e um da CDU), mas está em minoria na Assembleia Municipal.

Contabilizando os presidentes das Juntas de Freguesia (Campanhã manteve-se do PS e Paranhos do PSD), a Assembleia Municipal (AM) do Porto, cujo presidente é eleito pelos deputados, passa a ser composta por 21 eleitos pelo movimento independente e 25 eleitos das restantes forças políticas (PS, PSD, CDU e BE e o estreante PAN).

Na Câmara do Porto, Moreira subiu de 39,25% dos votos para 44,46% e de seis para sete vereadores, e também o PS obteve um melhor resultado do que em 2013, passando de três para quatro vereadores, ao passo que o PSD/PPM, que tinha três mandatos, fica com um. A CDU mantém um eleito na autarquia e o BE continua sem eleger um vereador no executivo.

Em 2013, Moreira foi eleito presidente da câmara do Porto com 39,25% dos votos (seis vereadores) e, para garantir a governabilidade, fez uma coligação pós-eleitoral com o PS (que alcançou 22,68% dos votos), também ao nível da AM e das Assembleias de Freguesia.

Em maio, o movimento de Rui Moreira recusou o apoio do PS à sua recandidatura devido a uma alegada tentativa de interferência nos lugares que os socialistas ocupariam na lista, o que levou o PS a apresentar Manuel Pizarro como candidato próprio à Câmara do Porto.

Na AM saída das autárquicas de domingo, Moreira está longe da maioria absoluta da autarquia, já que a votação obtida pelo independente foi menos expressiva do que a alcançada na Câmara: o independente subiu de 15 para 16 deputados, obtendo 38,78% dos votos (em 2013 teve 34,69%).

Para a contagem total dos deputados municipais de Rui Moreira é preciso ainda considerar os presidentes das cinco juntas que o seu movimento conquistou.

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O próprio equilíbrio de forças daquela estrutura municipal também se alterou: o BE subiu de dois para três deputados, a CDU desceu de quatro para três e o PAN elegeu uma deputada pela primeira vez.

Derrotado a todos os níveis foi o PSD/PPM, que passa de três para um vereador na Câmara (elegeu apenas o cabeça de lista, Álvaro Almeida) e de oito para cinco deputados na AM.

Na Câmara, Moreira passa a contar com sete mandatos, sendo que Filipe Araújo, atual vereador do Ambiente, é o número dois na lista.

Foram ainda eleitos, pela ordem apresentada na candidatura, Catarina Araújo, Ricardo Valente (independente eleito em 2013 pelo PSD a quem, em 2016, Moreira deu o pelouro da Economia), Pedro Baganha, Cristina Pimentel e Fernando Paulo.

Quanto ao PS, elegeu para a Câmara Manuel Pizarro, Fernanda Rodrigues, Odete Patrício e José Luís Catarino.

A CDU mantém um vereador no executivo, ficando desta vez representada por Ilda Figueiredo.

Para a AM, o BE elegeu João Semedo, o ex-coordenador do partido que teve de deixar a candidatura à Câmara por motivos de saúde, mas também Bárbara Veiga e Joel Oliveira.

Já o PS elegeu Luís Braga da Cruz, Tiago Barbosa Ribeiro, Maria José Espinheira, Gustavo Pimenta, Rodrigo Oliveira, Patrícia Faro, Pedro Braga de Carvalho, Rui Lage, Cláudia Santos, Alfredo Fontinha e Serafim Nunes.

Quanto ao PSD, elegeu para a AM Pedro Duarte, Alberto Lima, Mariana Macedo, Luís Osório e Francisco Carrapatoso.

Rui Moreira pediu na quarta-feira "maioria absoluta", por causa de uma designada operação de manipulação da opinião pública com vista a "condicionar o sentido de voto no Porto por diversos meios e formas".

Na segunda-feira anterior, Moreira afirmara não ter "medo nenhum" de ser eleito sem maioria absoluta, afirmando que "a maioria absoluta não é uma coisa que se pede".

"É uma consequência. Não uma vontade", disse.

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