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Moreira da Silva derrotado: "Podem continuar a contar comigo"

Moreira da Silva derrotado: "Podem continuar a contar comigo"

O candidato derrotado nas diretas desta noite do PSD felicitou Luís Montenegro pela sua eleição, mas não se arrepende de ter avançado com a sua candidatura: "a política sem risco é uma chatice e sem ética é uma vergonha", disse Jorge Moreira da Silva, citando Francisco Sá Carneiro, e garantindo aos militantes que podem continuar a contar com ele.

"Podem continuar a contar comigo", afirmou na declaração que fez aos jornalistas, garantindo que as ideias da sua candidatura deixaram "sementes para o futuro". "Agora vamos unir o partido. Isso é o essencial", apontou, mantendo-se como "militante de base".

O candidato derrotado não avançou se vai integrar uma lista para o Conselho Nacional . "Reservarei essa posição para o próximo congresso", que decorre entre 1 e 3 de julho, no Porto. O ex-diretor da Cooperação para o Desenvolvimento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) referiu não "fazer sentido" integrar um órgão executivo do partido.

Jorge Moreira da Silva afirmou repetidamente que não teve o apoio de qualquer estrutura distrital. "Sabia ao que vinha, candidatei-me num contexto adverso", disse, recordando que Luís Montenegro esteve em campanha nos últimos anos. "Sabia que estava a desafiar uma probabilidade", afirmou. "Estive em sessões com 300 pessoas e outras com 14. Tratei-as todas da mesma maneira".

O candidato derrotado à liderança do PSD assumiu mesmo ter "divergências notórias" com Luís Montenegro, mas felicitou o opositor e colocou-se ao serviço do partido. "Fazemos parte da mesma equipa", salientou e sublinhou não pretender entrar em clima de "guerrilha ou beligerância".

Lamenta ausência de debates

Moreira da Silva lamentou ainda a indisponibilidade de Montenegro, eleito presidente do PSD, para realizar debates. Quanto a uma futura recandidatura à liderança do partido, não descartou a hipótese. "Tenho 51 anos, como é óbvio, não posso dizer que não voltarei a candidatar-me", respondeu aos jornalistas.

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O que Moreira da Silva repetiu, por várias vezes, foi que não está disposto a abdicar da sua liberdade. "Nunca irei contribuir para dividir o partido e não me peçam para perder a visão que tenho para Portugal", colocando foco no desenvolvimento e no crescimento sustentável. O ex-diretor da OCDE disse não ter "nenhum arrependimento", perante a derrota, em ter deixado a instituição. "Estava preparado para ganhar e para perder", concluiu.

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