Congresso

Moreira da Silva: "Não sou líder de fação e quem me apoiou não será oposição"

Moreira da Silva: "Não sou líder de fação e quem me apoiou não será oposição"

No discurso "mais difícil" da sua vida, Jorge Moreira da Silva, o candidato derrotado nas diretas de 28 de maio no PSD, disse este sábado no Pavilhão Rosa Mota que "não será líder de fação". E, apesar dos vários convites para diferentes cargos que lhe foram feitos por Luís Montenegro, decidiu que continuará a ser apenas militante de base, com "disponibilidade e empenho" para dar o seu contributo em todas as discussões em que possa ser útil.

"Eu não sou líder de fação e quem me apoiou não será oposição", disse Moreira da Silva, assumindo que dará o seu contributo para a unidade e estabilidade de outra forma, ainda que não prefira não ocupar quaisquer cargos em órgãos no partido.

PUB

"Já transmiti ao líder do partido a minha disponibilidade e empenho para, como militante de base, dar o meu contributo nas discussões", disse, assumindo que saem unidos do congresso, mas "não saímos todos a pensar o mesmo. Este é o PSD", afirmou.

"Unidade não pode significar unanimismo, pensamento único, cinismo ou terraplenagem das diferenças programáticas. Este é o PSD, não é um partido de pensamento único", disse.

O candidato derrotado atacou depois o desempenho do Governo que, em seu entender, está "capturado pelos interesses pessoais e partidários dos seus membros".

Diz que o Governo divide-se entre um primeiro-ministro "a pensar num cargo em Bruxelas e meia dúzia de ministros mais mobilizados pela corrida ao lugar de secretário-geral do PS do que em resolver os problemas dos portugueses"

Governo em desagregação acelerada

"A seis anos de governos de gestão, sucede-se agora um Governo em estado de desagregação acelerada", defendeu Jorge Moreira da Silva, defendendo que o PSD não se pode "limitar a esperar".

"Temos de ser mais do que oposição, temos de ser a alternativa de esperança de que Portugal precisa e que Portugal merece", disse, defendendo que apesar de as eleições estarem agendadas para 2026, o PSD tem de preparar-se "de imediato" com uma nova geração capaz de dar um novo futuro a Portugal.

"Sinto-me convocado para esta jornada: boa sorte, muito êxito. Luís, podes contar comigo", disse, no encerramento do discurso.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG