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Moreira da Silva sai da OCDE para entrar nas diretas do PSD

Moreira da Silva sai da OCDE para entrar nas diretas do PSD

Jorge Moreira da Silva demitiu-se, esta quinta-feira, da OCDE para entrar na corrida pela liderança do PSD. A candidatura vai ser apresentada, segunda-feira, em conferência de Imprensa, em Lisboa.

O anúncio foi feito, logo pelo início da manhã desta quinta-feira, em comunicado. O ex-ministro do Ambiente demitiu-se do cargo de diretor da Cooperação para o Desenvolvimento na OCDE. O intuito é candidatar-se à liderança do PSD, concorrendo contra Luís Montenegro, que entrou nas diretas no passado dia 6, declarando-se "pronto a governar a qualquer momento".

"Tendo apresentado publicamente, há dois dias, os resultados anuais - que atingiram o máximo histórico - da ajuda pública ao desenvolvimento, acabo de comunicar ao secretário-geral da OCDE a minha demissão, com efeitos imediatos, das funções de Diretor da Cooperação para o Desenvolvimento, que exerço há quase seis anos, em Paris, de forma a poder apresentar na próxima segunda-feira feira, 18 de abril, a minha candidatura à liderança do PSD", anuncia Moreira da Silva, logo no primeiro parágrafo do comunicado.

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Cinco dias antes, Jorge Moreira da Silva tinha feito uma publicação na rede social Facebook para confirmar que "no dia 14 de abril (esta quinta-feira)", faria "uma declaração pública sobre" notícias que davam como certa a sua candidatura à sucessão de Rui Rio na liderança do PSD.

"Até lá terei de me concentrar, enquanto diretor da Cooperação para o Desenvolvimento na OCDE, na conclusão do processo de tratamento, análise e apresentação, no dia 13 de Abril, das estatísticas anuais da Ajuda Publica ao Desenvolvimento dos 30 principais doadores internacionais", escreveu.

Terminada a apresentação das estatísticas anuais, a declaração do ex-ministro do Ambiente veio em forma de comunicado, onde explica que não poderia candidatar-se sendo diretor da OCDE e considerando que possui um projeto capaz de "renovar o PSD".

"A difícil decisão que acabo de tomar - em especial quando está em causa a cessação de funções de relevante interesse público internacional - resultou de uma profunda reflexão sobre o propósito, sobre o contexto e sobre a motivação de uma candidatura à liderança do PSD. Candidato-me à liderança do PSD por sentido de responsabilidade - atendendo às circunstâncias difíceis que tanto Portugal como o PSD enfrentam - e animado pela firme convicção de que sou portador de um projeto capaz de renovar o PSD, libertar o potencial de crescimento sustentável em Portugal e assegurar que os portugueses reconquistam o seu pleno direito ao futuro", afirma Moreira da Silva.

Apesar de nunca ter sido candidato à liderança do partido, Moreira da Silva nunca fechou a porta a um eventual avanço à presidência do PSD, como aconteceu em novembro do ano passado, acabando por sair da corrida.

Desta feita, o antigo ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia de Portugal no governo da PaF parte para o terreno com o apoio de "roístas" e "passistas", procurando entusiasmar os que se dizem "antissistema e antiaparelho", ou seja as bases.

Com Paulo Rangel, Miguel Pinto Luz, Carlos Moedas, Pedro Rodrigues e Ribau Esteves de fora das diretas, confirma-se que Moreira da Silva, que foi vice-presidente do PSD na liderança de Passos Coelho e secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior no Governo de Durão Barroso, será o único adversário de Montenegro nas eleições de 28 de maio.

O anúncio público da candidatura será feito, na segunda-feira, em conferência de Imprensa, pelas 17 horas, no Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa (O Clube Monsanto - Secret Spot).

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