Vacinação

Moreira diz ser urgente reabrir Queimódromo devido a vacinação de menores de 16 e critica "chicana"

Moreira diz ser urgente reabrir Queimódromo devido a vacinação de menores de 16 e critica "chicana"

"A cidade do Porto fica a perder" se o centro de vacinação para a covid-19 no Queimódromo não reabrir, avisou esta quinta-feira Rui Moreira, notando que, se não estiver a funcionar, não haverá "capacidade de resposta" e que "é ainda mais urgente e necessário" quando "estamos a entrar na fase de vacinação de jovens com menos de 16 anos" (dos 12 aos 15) que "vão acompanhados por adultos", aumentando o afluxo de pessoas. O autarca aproveitou ainda para reagir a críticas de Tiago Barbosa Ribeiro, candidato socialista à Câmara, acusando-o, por sua vez, de "chicana política".

Rui Moreira destacou que "a Câmara do Porto vai continuar a disponibilizar, enquanto for necessário, os meios para que o centro continue a funcionar" e promete respeitar a decisão da task force, defendendo a reabertura apenas quando "salvaguardadas as condições de segurança", mas sublinhando a urgência em usar aquele centro devido ao início da vacinação dos adolescentes, entre os 12 e 15 anos. Moreira acredita que o centro do Queimódromo "irá voltar a funcionar" quando "for apurado o problema". E "se houver algo a corrigir, a Unilabs corrige". O autarca destacou que o problema já foi identificado e que também "já surgiu noutros centros de vacinação", notando ainda que em Portugal "já se perderam 20 mil vacinas".

"Independentemente de querelas", defende que, "desde que haja condições de segurança, este centro é importante para a população".

O autarca falava numa conferência de imprensa que marcou para o final da tarde, um dia depois de a task force para a vacinação e do seu coordenador Gouveia e Melo terem deixado claro que o centro, onde a vacinação foi suspensa devido a problemas de refrigeração, "não tem confiança neste momento" da equipa para reabrir. Esta quinta-feira, o deputado Tiago Barbosa Ribeiro acusou o presidente da autarquia de "passar culpas" após a suspensão do centro, onde foi realizada a inoculação de vacinas que estiveram armazenadas fora dos parâmetros normais de temperatura estabelecidos. Está em curso um inquérito e Gouveia e Melo quer também apurar responsabilidades pelo facto de só ter sido notificado do problema ao final da tarde do dia 11, quando a situação ocorreu nos dois dias anteriores.

Na conferência de imprensa, Rui Moreira destacou que o Queimódromo não é um centro de vacinação da Câmara mas sim da ACES Porto Ocidental, sendo as vacinas distribuídas via protocolo entre a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e a Unilabs, certificada para este serviço "e que não faturou nada à Câmara nem ao Ministério da Saúde". Por sua vez, a Autarquia disponibiliza "o recinto do Queimódromo, a limpeza, a iluminação, policiamento permanente e uma ambulância". Se a decisão da task force for encerrá-lo definitivamente, então irá "desmobilizar" os meios alocados ao centro.

Moreira destacou ainda que, no centro de vacinação do Queimódromo, foram vacinadas entre 8 de julho e 11 de agosto 12.500 pessoas.

"Na verdade, o deputado critica o Ministério"

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Quanto ao candidato socialista, Tiago Barbosa Ribeiro apelou antes, "perante o silêncio ensurdecedor da Câmara", a que todas as responsabilidades sejam apuradas. Criticou a atuação do presidente da Câmara e recandidato independente porque "atacou publicamente as autoridades em relação ao processo de vacinação e às medidas de contenção da pandemia". Além disso, "fazendo uso de propaganda agressiva", Moreira "pressionou" publicamente as autoridades para a abertura de um centro "drive-thru" no Porto", gerido por uma empresa privada, "quando em todo o país o processo funciona em plena articulação entre o Governo, a task force, as autoridades de saúde e os municípios", afirmou.

O autarca independente respondeu que vai "sempre pressionar o Governo por muito que isso incomode o candidato" do PS. E considerou "lamentável" que esta questão sirva de "chicana política". "Vejam ao que chegou o senhor deputado" que, "na verdade, critica o Ministério da Saúde", sublinhou, lembrando que a ARS e a task force entenderam que o centro do Queimódromo era necessário "porque os centros de vacinação do Porto não eram suficientes" e estavam sobrecarregados. "Faz parte de uma luta política na qual não alinho", disse Moreira, notando que, "por causa da chicana política", o candidato socialista "está a pressionar o Governo para não reabrir o centro".

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