Óbito

Morreu Jorge Miguéis, figura histórica das eleições nacionais

Morreu Jorge Miguéis, figura histórica das eleições nacionais

Faleceu o antigo diretor diretor-geral da Administração Eleitoral, Jorge Miguéis, que esteve mais de 40 anos à frente da organização das idas às urnas em Portugal e agora integrava a Comissão Nacional de Eleições (CNE). Teve morte súbita na quinta-feira, aos 69 anos.

A CNE já emitiu um comunicado onde lamenta o falecimento do dirigente. "Jorge Miguéis dedicou a sua vida de trabalho às questões eleitorais também como quadro do ex-Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE), da Direção-Geral e da Secretaria-Geral da Administração Interna que lhe sucedeu, organismos de que foi Diretor-Geral Adjunto, Diretor-Geral e Secretário-Geral Adjunto para a Área Eleitoral", lê-se no texto.

Em 2011, Miguéis saiu dos bastidores onde trabalhou uma vida inteira devido à polémica com os cartões do cidadão nas eleições presidenciais daquele ano. Quem já tinha o novo cartão, que começava a substituir o antigo Bilhete de Identificação (BI), deparou-se com grandes problemas em conseguir votar, já que não só não havia um número de eleitoral associado ao documento, como a Administração Interna não emitiu os avisos atempadamente aos portugueses com a informação sobre as suas mesas de voto.

Nessa altura, devido a essa desorganização que deixou muita gente sem conseguir votar, apresentou a demissão ao então ministro da Administração Interna, Rui Pereira, que optou por manter Miguéis em funções.

Já em 2015, à beira da reforma e com o Governo PS há poucos dias em funções, queixou-se de ter sido afastado da organização das eleições presidenciais de 2016, apesar de ter recebido a garantia do ex-secretário de Estado da Administração Interna do Governo PSD/CDS, João Almeida, de que o iria fazer. Já reformado, foi indicado pela Administração Interna para membro efetivo da Comissão Nacional de Eleições (CNE), onde se encontrava agora em funções.