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Morreu professora com 66% de incapacidade que perdeu mobilidade por doença

Morreu professora com 66% de incapacidade que perdeu mobilidade por doença

Fernanda Barros tinha 51 anos e era professora de Educação Visual e Tecnológica. Tinha problemas hepáticos, cardíacos, diabetes e sofria de obesidade mórbida. Ao longo dos últimos anos, teve três enfartes e fez três cateterismos - tinha 66% de incapacidade, de acordo com o atestado multiusos. Este ano, ao contrário dos últimos três, não conseguiu vaga em Chaves ao abrigo da mobilidade por doença. E teve de regressar ao agrupamento de Castelo de Paiva, onde era efetiva. Faleceu esta terça-feira.

"Fizeram-lhe uma injustiça. Ela precisava de ficar aqui [Chaves], onde vivia, tinha os seus médicos e fazia os seus tratamentos. Foi uma injustiça que agora já não tem correção", reage ao JN a irmã. Ana Barros deixou o emprego em Chaves para acompanhar a irmã para Castelo de Paiva, uma vez que não conseguia conduzir. "Levava-a à escola e ia buscá-la. A diretora permitiu que entrasse com o carro até ao sítio mais perto onde ela ficava. Uma funcionária andava com uma cadeira atrás da minha irmã para ela se sentar a meio dos corredores quando ela já estava demasiado cansada", conta. Só se tinham uma à outra e cuidavam uma da outra, explica.

A docente, garante, ficou "revoltada" com a mudança das regras, este ano, na mobilidade por doença. "Chorou muito mas não quis pôr baixa. Dizia que tinha de continuar a caminhar e foi dar aulas até não aguentar mais. Se tinham dúvidas sobre a gravidade do estado dela, bastava confirmar no Serviço Nacional de Saúde. Está lá tudo: consultas, exames, relatórios", afirmou a irmã Ana Barros.

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