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Mortalidade por todas as causas "acima dos valores esperados" para a época do ano

Mortalidade por todas as causas "acima dos valores esperados" para a época do ano

O relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA) apontam, esta sexta-feira, para um "excesso de mortalidade por todas as causas". Foram registados 41,0 óbitos associados à covid-19 a 14 dias por um milhão de habitantes. Está duas vezes acima do limiar definido pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla em inglês), de 20 óbitos.

"A mortalidade por todas as causas encontra-se acima dos valores esperados para a época do ano, (...) o que indica um excesso de mortalidade por todas as causas, associado ao aumento da mortalidade específica por covid-19. O excesso de mortalidade por todas as causas é de reduzida magnitude, indicando impacto reduzido da pandemia na mortalidade por todas as causas", lê-se no relatório da DGS e do INSA.

O impacto da covid-19 na mortalidade geral apresenta-se reduzido, mas a mortalidade específica por SARS-CoV-2 está com "uma tendência crescente", tal como os internamentos. "Todos os grupos etários apresentaram uma tendência crescente nos internamentos em enfermarias na última semana", apontam os especialistas, sendo que os maiores de 80 anos são o grupo etário com o maior número de casos em contexto hospitalar (793 casos).

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Também nas unidades de cuidados intensivos (UCI), os números estão a aumentar. A 23 de maio, 99 pessoas necessitavam de cuidados urgentes, o que corresponde a 38,8% do "limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas". Uma evolução de mais 18% face à semana anterior. O Norte continua a ser a região com mais camas ocupadas em UCI (43 doentes) e está a 57% do nível de alerta.

A transmissibilidade do SARS-CoV-2 está "muito elevada" e "com tendência crescente". O grupo etário entre os 40 e os 49 anos é aquele com a maior incidência cumulativa a sete dias por 100 mil habitantes (2122 casos). Uma diferença considerável, quando comparado com as crianças entre os 0 e os 9 anos, que registam 1035 novos casos.

A linhagem BA.5 da variante ómicron já é considerada dominante em Portugal, representando uma "frequência relativa estimada de 78,7%" dos novos casos. A DGS e o INSA aconselham a vigilância da situação epidemiológica e "o reforço das medidas de proteção individual e a vacinação de reforço".

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