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Mortes na estrada: números da GNR e da Segurança Rodoviária não coincidem

Mortes na estrada: números da GNR e da Segurança Rodoviária não coincidem

O Ministério da Administração Interna apresenta hoje, quarta-feira, os dados provisórios da sinistralidade rodoviária de 2009, numa altura em que a GNR e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária apresentam informações diferentes sobre a Operação Ano Novo.

O capitão da GNR João Figueiredo disse segunda-feira à agência Lusa que o balanço da Operação Ano Novo da Guarda Nacional Republicana, que se iniciou às 00:00 de quarta-feira e terminou às 24:00 de domingo, "é preocupante", tendo sido registados oito mortos (mais um relativamente ao período homólogo de 2008), 28 feridos graves e 396 feridos ligeiros.

Depois, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Paulo Marques, veio dizer que a Operação Ano Novo da GNR deste ano não coincidiu com o mesmo período da do ano passado, considerando que, por isso, "não é comparável".

Em declarações à Lusa, Paulo Marques adiantou que no ano passado a Operação Ano Novo da GNR terminou no sábado, não tendo contabilizado o domingo, dia de regresso e de "maior densidade de trânsito".

Este ano, a GNR terminou a operação à meia-noite de domingo, contabilizando assim mais acidentes e vítimas, mortos ou feridos, adiantou o responsável. "Não estamos a comparar coisas iguais", disse, sublinhando que entre as duas operações "há o fosso do regresso".

"No ano passado, a Operação Ano Novo decorreu entre 30 de Dezembro e 03 de Janeiro (sábado). Este ano, decorreu também entre as mesmas datas, só que o dia 3 coincidiu num domingo", referiu.

O presidente da ANSR sustentou que "não se deve fazer comparações em períodos homólogos", nomeadamente, nas épocas do Natal e do Ano Novo.

O presidente da ANSR disse, também, que as duas forças de segurança (PSP E GNR) registaram menos mortos e feridos graves nas estradas portuguesas durante o Natal e Ano Novo, embora não tenha apresentado números.

Entre 21 e 27 de Dezembro passado 11 pessoas morreram e 56 ficaram gravemente feridas nas estradas, enquanto no mesmo período de 2008 registaram-se 19 vítimas mortais, realçou.

Paulo Marques adiantou à Lusa que o número de mortos e feridos graves também diminuiu no ano passado face a 2008, tendo-se "mantido a tendência decrescente dos últimos 10 anos".

De acordo com o responsável, em todo o ano 2009 registaram-se menos cerca de três dezenas de vítimas mortais, número semelhante para os feridos graves.

Os números do Governo vão ser revelados hoje. O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, preside à cerimónia de apresentação dos dados, com a presença também de Paulo Marques, presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Luís Branco, da GNR, Jacinto Jesus Moreira, da PSP, Patrícia Gaspar, da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), e Artur Manuel Martins, do INEM.

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