"Linhas vermelhas"

Mortes por covid-19 com "tendência decrescente"

Mortes por covid-19 com "tendência decrescente"

O relatório das "linhas vermelhas" do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge, divulgado esta sexta-feira, revela que nenhuma região do país tem uma incidência superior a 480 casos por 100 mil habitantes em 14 dias. A par da desaceleração dos novos casos de infeção, está a mortalidade, com 9,8 óbitos em 14 dias por um milhão de habitantes.

"A mortalidade específica por covid-19 (9,8 óbitos em 14 dias por um milhão de habitantes) apresenta uma tendência decrescente, o que revela um impacte reduzido da pandemia em termos de mortalidade por covid-19 (menor que 10 óbitos por milhão em 14 dias)", lê-se no documento. A 22 de setembro, esta quarta-feira, registavam-se um "decréscimo de 18%" no número de óbitos face à semana anterior.

Desde o início do processo de imunização em Portugal, 29 373 casos de infeção tinham as duas doses da vacina contra a covid-19, num universo de quase sete milhões de vacinados (6 824 392). Entre este grupo de pessoas infetadas, apenas 1,1 % (308) faleceu. O Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA) recorda que "casos com esquema vacinal completo apresentaram um risco de hospitalização cerca de cinco a dez vezes inferior aos casos não vacinados", entre 1 e 30 de junho.

Nos hospitais portugueses, o número de camas ocupadas nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) continua a descer. "Nas últimas semanas, este indicador tem vindo a assumir uma tendência decrescente (-27% em relação à semana anterior)", revela o relatório. A 22 de setembro, 75 doentes estavam internados em UCI. O grupo etário dos 60 aos 79 anos é o que mais preenche, neste momento, estas unidades.

A incidência cumulativa a 14 dias de casos de covid-19 está a descer em todas as regiões do país, estando todo o território nacional abaixo das 480 infeções por 100 mil habitantes. "A região do Algarve mantém o valor de incidência mais elevado", com 272 casos a 14 dias por 100 mil habitantes. Nas faixas etárias, é o grupo etário entre 20 e os 29 anos com mais contágios, apresentando, no entanto, uma "tendência decrescente".

Os diferentes indicadores levam o INSA a concluir que há "uma atividade epidémica de infeção por SARS -CoV-2 de intensidade moderada, com tendência decrescente a nível nacional".

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