Protesto

Motociclistas em marcha lenta pedem nova classe nas autoestradas

Motociclistas em marcha lenta pedem nova classe nas autoestradas

Milhares de motociclistas de todo o país são esperados, este domingo, em Lisboa, para reivindicarem, entre outras coisas, a criação de uma "classe 5" para motos nas autoestradas, com um valor igual ou inferior a 50% do valor dos automóveis.

Esta manhã, dezenas de motociclistas do norte juntaram-se na área de serviço de Antuã da A1, formando uma caravana que irá engrossando ao longo da via até chegar a Lisboa. Seguem a cerca de 60 quilómetros/hora, aproveitando a viagem para chamar a atenção para o problema. Do Algarve segue outra caravana com o mesmo fim.

As motos, explica Paulo Ribeiro, do Porto, têm "um peso inferior e menor superfície de contacto com o asfalto", desgastando menos a via, congestionando menos o trânsito e não poluindo tanto o ambiente. Por isso, diz Paulo Mendes, engenheiro eletrotécnico do Porto, "não devemos pagar tanto como um carro de classe 1, deve haver um preço específico".

É necessário "lutar contra a discriminação", acrescenta António Souto, de Paços de Ferreira. Hélder Santos, bombeiro de Vagos que recorre à moto para se deslocar com frequência, juntou-se também à manifestação porque considera que o "imposto é abusivo e não se justifica".

A ação foi organizada pelo Grupo de Ação Motociclista e tem o apoio de motoclubes de todo o país. Da lista de insatisfações consta, também, o valor do IUC para alguns motociclos e o elevado preço dos combustíveis.

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