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Movimento Doze de Março vai exigir auditoria às contas públicas portuguesas

Movimento Doze de Março vai exigir auditoria às contas públicas portuguesas

O Movimento Doze de Março (M12M), constituído no seguimento do protesto Geração à Rasca, prometeu, quarta-feira, "exigir uma auditoria às contas públicas que clarifique a verdadeira situação financeira e económica do Estado português".

A intenção foi divulgada esta quarta-feria por vários elementos do movimento, na escadaria do cinema São Jorge, em Lisboa, um dos pontos de partida para o protesto que, a 12 de maio, levou milhares de portugueses à rua.

Segundo João Labrincha, do M12M, esta exigência de uma auditoria é uma das iniciativas em que o M12M estará envolvido.

Outra acção anunciada hoje será o questionar "activamente a eficácia, inevitabilidade, legitimidade e democratização do resgate ao Fundo Monetário Internacional, ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira e do empréstimo da Comissão Europeia".

"Acreditamos que o direito à informação é essencial para podermos avaliar a sua premência", adiantou.

Entre as várias diligências em que o M12M está envolvido, conta-se a iniciativa legislativa de cidadãos, uma proposta de lei contra a precariedade laboral, em colaboração com os Precários Inflexíveis, FERVE, Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual e com os organizadores do Protesto da Geração à Rasca no Porto.

Também em curso está a "Portugal Uncut", uma rede internacional de activistas que pretende desenvolver acções contra os cortes brutais, desnecessários e cegos nos serviços públicos e transferências sociais.

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O movimento vai ainda proceder à "auscultação dos vários partidos políticos sobre temáticas presentes no Manifesto do Protesto da Geração à Rasca, bem como outras relacionadas com o reforço da democracia, divulgando as suas propostas, de modo a promover o voto consciente".

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