Igualdade de género

Mullheres trabalham três vezes mais em casa. CGTP pede tempo de descanso

Mullheres trabalham três vezes mais em casa. CGTP pede tempo de descanso

A CGTP defendeu a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais como contributo para uma maior igualdade de género no mercado de trabalho, nomeadamente para as mulheres "terem tempo para descansar".

"É urgente e necessária a redução do horário de trabalho para as trabalhadoras poderem ter uma vida digna, terem tempo para a família e filhos e poderem descansar, para no dia seguinte continuar a trabalhar", afirmou Marisa Ribeiro, da Comissão Distrital do Porto para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP, em conferência de imprensa a propósito da semana da igualdade, que começa na segunda-feira e se prolonga até dia 6 de março, com uma concentração e desfile no Porto.

A proposta surgiu a propósito de um estudo da CGTP sobre a Situação das Mulheres no Trabalho, segundo o qual "as mulheres com atividade profissional gastam 4,17 horas por dia útil com trabalho não pago [tarefas domésticas e com a família]", mais 1,40 horas do que os homens.

"A juntar aos longos horários de trabalho praticados no país, também o tempo de deslocação dificulta a articulação entre a vida pessoal/familiar e a profissional", observou Marisa Ribeiro.

Citado no estudo, o Inquérito à Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa, de 2017, refere que os primeiros residentes passam quase 70 minutos nas deslocações entre casa e trabalho, ao passo que, na capital, o número sobe para 76,3 minutos diários. Para Marisa Ribeiro, também por este motivo o horário de trabalho semanal devia passar das 40 para as 35 horas.

O congresso da CGTP aprovou, a 15 de fevereiro, por unanimidade, a carta reivindicativa para os próximos quatro anos, em que reafirma a "intensificação da luta" pelo aumento dos salários e pela redução do horário para as 35 horas, entre outras matérias.

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