Moreira da Silva

"Na casa do PSD não cabem racistas, xenófobos e populistas"

"Na casa do PSD não cabem racistas, xenófobos e populistas"

Moreira da Silva usa moção que vai levar às diretas do próximo dia 28 para lançar farpas a rival. Ex-ministro promete revelar governo-sombra no congresso e fazer conclave estatutário em 2023

Jorge Moreira da Silva aproveitou a moção que irá submeter às diretas do próximo dia 28 para lançar críticas ao seu adversário por causa do Chega. "Na casa do PSD não cabem racistas, xenófobos e populistas", avisa o ex-ministro, num documento onde defende reformas profundas para o partido e para o país e traça o que o distingue de Luís Montenegro.

É a grande linha vermelha da moção com 50 páginas e o maior ataque a Montenegro. Para Moreira da Silva, o PSD tem que ser um partido que "não admite, em qualquer circunstância, dialogar e negociar com forças populistas e extremistas".

"Consideramos esta uma questão central neste processo de clarificação interna", afirma o ex-ministro, que testou positivo à covid-19 e foi substituído na formalização da candidatura à liderança do PSD pelo coordenador Miguel Goulão e pelo diretor de campanha Carlos Eduardo Reis.

O candidato também foi forçado a passar alguns encontros para formato virtual."Este imprevisto não me vai desviar da vontade de agregar cada vez mais militantes", garantiu.

Para Moreira da Silva, o PSD não pode ser, assim, "a casa comum dos não socialistas", como defende Montenegro. "Na casa do PSD não cabem racistas, xenófobos e populistas", avisa, acusando o rival de ter ficado "convenientemente calado", quando, em 2020, alertou "de forma quase praticamente isolada para os riscos da ambiguidade" do partido "na relação com o Chega".

O ex-ministro crê que "o PSD não enfrenta", por isso, "uma crise de identidade mas de modernidade". Em contraponto a Montenegro, defende que o partido se posicione "como o espaço amplo que une todos os reformistas e que agrega social-democratas e liberais-sociais". E promete um congresso estatutário em 2023.

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Na moção "Direito ao Futuro", Moreira da Silva distingue-se, assim, de Montenegro:"Não basta um líder capaz de criticar o Governo. É preciso alguém que tenha um plano para Portugal, provas dadas na liderança de reformas, no plano nacional como internacional".

O candidato acredita que o Governo já está desgastado. "Temos um primeiro-ministro a pensar num cargo em Bruxelas, meia dúzia de ministros mais mobilizados pela corrida à sucessão do que pela resolução dos graves problemas do país e um Orçamento do Estado impregnado de fingimento", considera. Para lhe fazer frente, Moreira da Silva pretende revelar, no congresso, um governo-sombra, para "uma oposição enérgica, inconformista, criativa e reformista".

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