Stayaway Covid

"Não é com a app que se vai ver uma grande revolução da pandemia, mas é uma ajuda"

"Não é com a app que se vai ver uma grande revolução da pandemia, mas é uma ajuda"

Luís Goes Pinheiro, presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), pediu esta quarta-feira para se utilizar a aplicação "Stayaway Covid" quando esta estiver amplamente disponível. A aplicação, que vai rastrear os contactos com infetados com o novo coronavírus, já tem o diploma promulgado por Marcelo Rebelo de Sousa.

Na conferência de balanço da pandemia de covid-19 em Portugal, as atenções estiveram viradas para a promulgação do diploma da app pelo Presidente da República. O presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde apelou aos portugueses para que "descarreguem a aplicação" e a "usem durante o dia-a-dia". A aplicação permitirá saber se cada um de nós esteve perto ("menos de dois metros e por mais de 15 minutos") de alguém infetado com o novo coronavírus.

Como em tudo o que envolve a covid-19, não há fórmulas mágicas ou soluções imediatas. "Não é com a app que se vai ver uma revolução da pandemia, mas já é uma ajuda", disse Luís Goes Pinheiro aos jornalistas. Neste momento, está a ser realizado um teste-piloto com cerca de mil pessoas, mas apenas no sistema Android. Prevê-se que em breve a app esteja também a funcionar no sistema iOS da Apple.

O presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde garantiu que os dados dos utilizadores serão protegidos -- após 14 dias, a informação é eliminada. O apelo ao uso da aplicação, que é voluntário, ditará também o sucesso da Stayaway Covid, desenvolvida pelo INESC TEC. Quanto mais pessoas utilizarem, maior será a precisão deste instrumento. "Se um infetado for detetado por esta via, já terá valido a pena", disse Goes Pinheiro.

Nesta equação entram também os profissionais de saúde: é através deles que os pacientes infetados com o novo coronavírus vão poder solicitar um código para inserirem os seus dados na aplicação.

O Avante e o futebol com público têm aval da DGS?

O subdiretor-geral da Saúde não se quis alongar esta quarta-feira nos pormenores da realização da festa do Avante pelo PCP. Rui Portugal garantiu que "um conjunto de critérios estão a ser avaliados" pela Direção-Geral de Saúde (DGS). Será uma decisão, cujos "resultados serão conhecidos em breve", disse.

O subdiretor-geral da Saúde pouco disse sobre a possibilidade de ter público nas bancadas dos estádios de futebol na próxima época. Contudo, adiantou que a DGS ainda não recebeu qualquer plano e proposta sobre o assunto. "Não há uma solução definitiva, a evolução é constante", acrescentou Rui Portugal.

Sobre o surto de casos de covid-19 num lar do Montepio, no Porto, o representante da DGS pediu aos diretores deste tipo de unidades para redobrarem a vigilância com as pessoas mais idosas -- por norma mais vulneráveis ao vírus SARS-CoV-2.

Ainda no rescaldo das violentas explosões em Beirute, no Líbano, a secretária de Estado Adjunta e da Saúde avançou que Portugal está disponível para ajudar o país no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, que já foi acionado. Jamila Madeira disse que o Governo está à espera de que sejam solicitados meios (nomeadamente do INEM), consoante as necessidades de Beirute.

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