Covid-19

Não há previsão sobre o pico da segunda vaga. "Situação é grave"

Não há previsão sobre o pico da segunda vaga. "Situação é grave"

António Costa afirmou, esta segunda-feira, que a situação da covid-19 no país é grave e que não há uma previsão sobre quando vamos atingir o pico da segunda vaga.

"Não há uma previsão concreta sobre o pico da segunda vaga. Nenhum epidemiologista tem essa previsão. Uma coisa é certa: a situação é grave" e a pandemia está em fase ascendente, afirmou o primeiro-ministro numa entrevista, esta noite, à TVI.

Questionado sobre a possibilidade de um novo confinamento no país, Costa foi perentório a dizer que o país já não dispõe da possibilidade de utilizar a "grande arma para conter a pandemia, que foi o confinamento geral. Novo confinamento geral é impensável". Para Costa, o país está dependente dos comportamentos individuais. "Daí que tenhamos apresentado no Parlamento uma proposta com medidas discutíveis".

Pressionado sobre as questões relacionadas com o confinamento e as medidas de combate à pandemia de covid-19, Costa acabou por afirmar que não pode excluir "nenhuma medida", mas o custo social de um confinamento ou de confinamentos parciais é "imenso". "Uma medida dessas [confinamento] seria brutal. Essas medidas têm um custo social brutal para as pessoas". "Na Páscoa, proibimos a circulação entre concelhos. Estar a privar de circulação no Natal seria terrível", sublinhou.

Sobre a possibilidade do Serviço Nacional de Saúde aguentar o impacto da doença, o primeiro-ministro revelou que há 500 camas de cuidados intensivos reservadas para a covid-19, que "podem crescer até às 700".

Sobre o projeto conjunto de obrigatoriedade de utilização de máscaras em espaço público e da instalação obrigatória da app StayAway Covid, o primeiro-ministro revelou que pediu "ao presidente [da Assembleia da República] que reagendasse a proposta do Governo, porque o PSD apresentou um projeto-lei só sobre as máscaras. O uso da máscara foi estranhamente consensual [entre as bancadas parlamentares]. Governo não seria responsável perante a evolução da pandemia, se não colocasse à AR esta questão".

Todos os agentes da Proteção Civil, como bombeiros, poderão vir a ser chamados para ajudar nas operações de rastreio dos infetados e dos seus contactos, ponto fundamental para o controlo da pandemia.

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