Recolher obrigatório?

"Não podemos excluir a necessidade de adotar qualquer medida", diz Costa

"Não podemos excluir a necessidade de adotar qualquer medida", diz Costa

Questionado em relação ao recolher obrigatório, decretado noutros países da Europa, António Costa afirmou, este sábado, que "não podemos excluir a necessidade de adotar qualquer medida" em Portugal "no momento em que for necessário".

Numa altura em que vários países europeus decretaram o recolher obrigatório como forma de combater a propagação do vírus, o primeiro-ministro português recordou que não se pode "excluir a necessidade de adotar qualquer medida", no momento mais adequado.

"Temos de ir guardando as medidas para as usar apenas nos momentos em que são necessárias, de forma a evitar a fadiga da população", sublinhou Costa, em declarações aos jornalistas após a sessão de abertura do Visão Fest, na Estufa Fria, em Lisboa.

Assim se justifica, acrescentou, a proibição de circulação entre concelhos de 30 de outubro a 3 de novembro, fim de semana correspondente ao Dia de Finados, altura em que são habituais as deslocações dos cidadãos. "Temos de adotar este tipo de medidas sempre que haja risco acrescido, como é o caso", frisou, não adiantando se está prevista a mesma estratégia para o Natal.

O chefe de Governo descartou, para já, a necessidade de elevar a atual situação de Calamidade nacional para a de Emergência.

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"Acho que o estado de Calamidade é adequado", defendeu, recordando, uma vez mais, que "isto não é uma corrida de curto prazo, mas sim uma maratona".

A propósito do casamento com 200 convidados autorizado pelas entidades de saúde em Arruda dos Vinhos - e que está a gerar perplexidade - António Costa relembrou que, ainda antes de Portugal passar à situação de Calamidade (limitando os eventos de natureza familiar como casamentos e batizados até 50 pessoas), "havia eventos já marcados".

"Fazemos é um pedido especial para que as pessoas que já tinham esses eventos respeitem ao máximo as regras", referiu.

O primeiro-ministro considerou ainda "um excelente indicador" o PCP ter anunciado, esta sexta-feira, a abstenção no Orçamento do Estado de 2021 (OE2021).

"É um excelente indicador de que é possível, conversando, procurando pontos de entendimento, trabalhar para ter um bom orçamento para o próximo ano", afirmou, acrescentando que gostaria de obter o apoio dos restantes partidos de esquerda. De recordar que o Bloco de Esquerda anuncia, este domingo, o seu sentido de voto.

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