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Nascimentos crescem mas ainda falham valores pré-pandemia

Nascimentos crescem mas ainda falham valores pré-pandemia

O rastreio neonatal, mais conhecido como teste do pezinho, foi feito a 39397 bebés durante o primeiro semestre deste ano.

Segundo o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, os 39397 testes até junho já são mais 1722 testes face a igual período do ano passado. Contudo, olhando à média dos períodos homólogos dos cinco anos anteriores a 2022, faltam quase 1700 bebés. Os distritos de Lisboa e Porto continuam a ser os que rastrearam um maior número de bebés, enquanto Guarda e Portalegre estão na situação oposta.

O Programa Nacional de Rastreio Pré-Natal, realizado sistematicamente desde 1979 aos bebés nascidos em Portugal, permite antecipar valores da natalidade que só serão confirmados dentro de alguns meses pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). No primeiro semestre deste ano foram rastreados 39 397 bebés, o que significa mais 1722 face a igual período do ano passado. Porém, ainda fica abaixo de 2021 (+2741 bebés) e de 2020 (+2741).

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A média do período homólogo nos últimos cinco anos era de 41 087 bebés até junho, pelo que ainda faltam 1700 recém-nascidos para o país recuperar a tendência de aumento dos nascimentos a partir de 2017 e que acabou por ser interrompida pelo impacto da pandemia.

Até junho, Lisboa continuou a ser o distrito com mais bebés rastreados (11 731), seguindo-se o Porto (7251). Entre os distritos com mais nascimentos, seguem-se também Setúbal (3071) e Braga (2958). Este ranking confirmou-se no final do ano passado, ainda que, em anos anteriores à pandemia, como em 2018, Braga ultrapassasse Setúbal no total de nascimentos.

No extremo oposto, e com menos bebés rastreados, estão distritos do interior, como Bragança (266), Guarda (280) e Portalegre (284). Também antes da pandemia, em 2019, no semestre homólogo, estes distritos contavam apenas com 326, 350 e 322 nascimentos, respetivamente.

Os dados mais recentes do INE, até maio, dão conta de um acréscimo de 1,5% (+475) de nados-vivos face ao mês homólogo do ano passado, num total de 31 979 bebés. Em abril e maio de 2022, registaram-se, respetivamente, 6115 e 6772 nados-vivos, correspondendo a decréscimos de 3,0% (menos 189) e de 0,6%(menos 38) relativamente aos meses de 2021.

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