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NATO substitui comando em Oeiras por comando operacional marítimo

NATO substitui comando em Oeiras por comando operacional marítimo

A NATO chegou a acordo sobre a reforma da estrutura de comandos que prevê a substituição do actual comando em Oeiras por outro, responsável pela força marítima de reacção rápida ('Strikfornato').

O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, considerou que Portugal alcançou os objectivos que tinha definido para a reforma dos comandos da NATO decidida na quarta-feira pela Aliança Atlântica em Bruxelas.

Os ministros da Defesa dos 28 Estados-membros da NATO chegaram a acordo na noite de quarta-feira sobre a reforma da estrutura de comandos da organização que prevê a substituição do actual comando em Oeiras por um outro, responsável pela força marítima de reacção rápida ('Strikfornato') da Aliança Atlântica.

"Do meu ponto de vista, os três objectivos definidos por Portugal foram cumpridos", disse Augusto Santos Silva no final da reunião dos ministros da Defesa.

O responsável português recusou apresentar a solução encontrada como uma vitória.

A estrutura da NATO em "Portugal faz um movimento de emagrecimento na dimensão daquela que é feita pelos aliados", sublinhou Santos Silva.

Portugal defendeu uma reforma que assegurasse que a nova estrutura de comandos seja "mais magra, mais robusta e mais eficiente do que a actual" (primeiro objectivo).

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Lisboa também queria a permanência de um comando da NATO em Portugal (segundo objectivo) e ainda a continuação de uma presença significativa de entidades na NATO em território nacional (terceiro).

A 'Strikfornato que actualmente está em Nápoles comanda uma série de forças navais de vários países, nomeadamente a sexta Esquadra dos Estados Unidos.

O comandante da 'Strikfornato' é o mesmo que comanda a sexta esquadra dos Estados Unidos e vai depender directamente do Comandante Supremo das Forças Aliadas (SACEUR, em inglês), explicou Santos Silva.

"Nós demos um passo em frente porque juntamos Portugal ao conjunto de países relevantes em termos marítimos", disse o ministro da Defesa.

Santos Silva deixou em aberto a possibilidade desta estrutura de comando vir a ocupar o local que a Aliança tem em Oeiras ou outro "a definir pelo novo Governo".

Para Portugal virá ainda a Escola de Sistemas de Comunicação e Informações da NATO, que agora está sediada perto de Roma, mantendo-se ainda o Centro de Lições Aprendidas e Análise Conjunta (JALLC, em inglês), em Monsanto.

Portugal passará das actuais duas estruturas da NATO (comando de Oeiras e JALLC) para três ('Strikfornato, JALLC e Escola de Sistemas de Comunicação e Informação).

O actual comando de Oeiras que tem menos de 325 pessoas é substituído pelo 'Strikfornato' com 116 pessoas, que pode chegar às 232 em caso de crise, e 99 na a Escola de Sistemas de Comunicação e Informações.

De sublinhar que esta escola deverá receber anualmente cerca de 2000 alunos para cursos que em média são de duas semanas.

Santos Silva sublinhou ainda que a posição que defendeu nas negociações com os parceiros da NATO foi "concertada" com a Presidência da República e tem "o apoio político" do PSD e do CDS-PP, partidos que apoiam a participação de Portugal na Aliança Atlântica.

O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, considerou que Portugal alcançou os objectivos que tinha definido para a reforma dos comandos da NATO decidida na quarta-feira pela Aliança Atlântica em Bruxelas.

Os ministros da Defesa dos 28 Estados-membros da NATO chegaram a acordo na noite de quarta-feira sobre a reforma da estrutura de comandos da organização que prevê a substituição do actual comando em Oeiras por um outro, responsável pela força marítima de reacção rápida ('Strikfornato') da Aliança Atlântica.

"Do meu ponto de vista, os três objectivos definidos por Portugal foram cumpridos", disse Augusto Santos Silva no final da reunião dos ministros da Defesa.

O responsável português recusou apresentar a solução encontrada como uma vitória.

A estrutura da NATO em "Portugal faz um movimento de emagrecimento na dimensão daquela que é feita pelos aliados", sublinhou Santos Silva.

Portugal defendeu uma reforma que assegurasse que a nova estrutura de comandos seja "mais magra, mais robusta e mais eficiente do que a actual" (primeiro objectivo).

Lisboa também queria a permanência de um comando da NATO em Portugal (segundo objectivo) e ainda a continuação de uma presença significativa de entidades na NATO em território nacional (terceiro).

A 'Strikfornato que actualmente está em Nápoles comanda uma série de forças navais de vários países, nomeadamente a sexta Esquadra dos Estados Unidos.

O comandante da 'Strikfornato' é o mesmo que comanda a sexta esquadra dos Estados Unidos e vai depender directamente do Comandante Supremo das Forças Aliadas (SACEUR, em inglês), explicou Santos Silva.

"Nós demos um passo em frente porque juntamos Portugal ao conjunto de países relevantes em termos marítimos", disse o ministro da Defesa.

Santos Silva deixou em aberto a possibilidade desta estrutura de comando vir a ocupar o local que a Aliança tem em Oeiras ou outro "a definir pelo novo Governo".

Para Portugal virá ainda a Escola de Sistemas de Comunicação e Informações da NATO, que agora está sediada perto de Roma, mantendo-se ainda o Centro de Lições Aprendidas e Análise Conjunta (JALLC, em inglês), em Monsanto.

Portugal passará das actuais duas estruturas da NATO (comando de Oeiras e JALLC) para três ('Strikfornato, JALLC e Escola de Sistemas de Comunicação e Informação).

O actual comando de Oeiras que tem menos de 325 pessoas é substituído pelo 'Strikfornato' com 116 pessoas, que pode chegar às 232 em caso de crise, e 99 na a Escola de Sistemas de Comunicação e Informações.

De sublinhar que esta escola deverá receber anualmente cerca de 2000 alunos para cursos que em média são de duas semanas.

Santos Silva sublinhou ainda que a posição que defendeu nas negociações com os parceiros da NATO foi "concertada" com a Presidência da República e tem "o apoio político" do PSD e do CDS-PP, partidos que apoiam a participação de Portugal na Aliança Atlântica.

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