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Negócios que são do tempo da ditadura resistem agora às restrições em pandemia

Negócios que são do tempo da ditadura resistem agora às restrições em pandemia

A poucos dias da Revolução dos Cravos, Fernando Sampaio tornou-se sócio da loja de ferragens que remonta ao tempo da ditadura. Mantém-se com orgulho como proprietário, procurando resistir à pandemia, que tem provocado um rombo nas receitas.

Quando se comemora hoje o 47.º aniversário do 25 de Abril, vários comerciantes recordam como os negócios nasceram no regime salazarista e falam das restrições à liberdade devido à covid-19. Queixam-se do prejuízo, mas concordam que as medidas são inevitáveis.

No centro do Porto, a casa Serafim & Sampaio abriu há 59 anos. Fernando Sampaio, de 78 anos, lembra que antes da revolução o negócio "era mau", mas "depois do 25 de Abril havia dinheiro para comprar tudo". Quase meio século depois, com uma ameaça sanitária sem paralelo, a situação "é péssima" e falta a clientela. "Fui vendendo alguma coisa", disse, contando que perdeu dois terços da receita. Esteve fechado dois meses.

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