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Nem a pagar mil euros empresas arranjam quem queira limpar mato e florestas

Nem a pagar mil euros empresas arranjam quem queira limpar mato e florestas

Tarefas duras e sazonalidade explicam crescentes dificuldades na contratação de mão de obra. Empresários já recorrem ao estrangeiro para salvar períodos de maior atividade na floresta.

A falta de mão de obra no setor florestal é cada vez mais evidente e está a deixar as empresas sem alternativas, a não ser recorrer à contratação de trabalhadores estrangeiros. Os empresários garantem que os salários mensais para limpeza de terrenos e florestas ascendem aos mil euros, mas a sazonalidade e a dureza das tarefas afastam potenciais candidatos, mesmo entre quem está desempregado.

"Para o trabalho mais mecanizado não há tanta dificuldade em encontrar prestadores de serviços, porque é um trabalho menos duro. O problema são os trabalhos manuais na floresta, extremamente pesados. Já nem é uma questão de dinheiro, há mesmo dificuldade em recrutar pessoas", assegura Manuel Luís, da empresa Florestas Sustentáveis, adiantando que, entre outubro e junho deste ano, reforçou a equipa com 18 trabalhadores sazonais vindos do estrangeiro.

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