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JN 133 anos

No JN "projetamos o futuro com razoável certeza"

No JN "projetamos o futuro com razoável certeza"

O diretor-geral editorial da Global Media Group, Domingos de Andrade, salientou nesta quarta-feira, que, no "'Jornal de Notícias', projetamos o futuro com razoável certeza", designadamente no que diz respeito à transição digital, mas também quanto ao papel da imprensa de "alerta e incentivo para as decisões políticas".

Domingos de Andrade, que fazia as notas finais da conferência "Territórios em Transição", que assinalou o 133.º aniversário do JN, cuja independência saudou, advertiu que "as assimetrias (no país) são profundas, mas não são apenas entre o Porto e Bragança, ou entre Lisboa e o Alentejo", pois "também a sociedade é desigual".

O também administrador executivo da GMG e diretor da TSF chamou também a atenção para a situação demográfica do país, destacando que "as regiões próximas da raia serão em breve as mais envelhecidas da Europa" e que o saldo demográfico "não avança, apenas recua".

Referindo-se a queixas de vários autarcas sobre a falta de acesso a redes digitais, Domingos de Andrade avisou para as consequências da "pobreza tecnológica do interior", de entre as quais destacou o êxodo das empresas.

"Nas regiões de baixa densidade, precisamos de infraestruturas que as levem ao resto do Mundo", exortou. Por mais que as regiões queiram atrair os nómadas digitais, que teoricamente podem trabalhar em qualquer ponto, é necessário garantir que tenham acesso a serviços, à saúde, a cultura e à escola para os filhos, apontou.

O orador destacou ainda a transição em curso nas autarquias, sublinhando que "o poder local é dos mais escrutinados em Portugal" e que é necessário conferir-lhe mais poderes e mais meios, através da descentralização, ou mesmo da regionalização, embora esta corresponda a "uma palavra maldita que acirra os extremos".

Salientando a capacidade para a gestão descentralizada de recursos financeiros, apontou o exemplo da Alemanha, que "entrega 35% da despesa pública aos poderes locais e regionais". Em Portugal, "as autarquias recebem 14% de receitas públicas, mas os municípios são responsáveis por 50% do investimento público".

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