Saúde

Nomeação de sucessor para o SNS24 já estava em curso, diz Temido

Nomeação de sucessor para o SNS24 já estava em curso, diz Temido

A ministra da Saúde justificou a nomeação de um novo conselho de administração para os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, entidade responsável pela Linha SNS24, com a cessação do mandato do anterior, assegurando que a substituição estava em curso.

Marta Temido reforçou, em declarações aos jornalistas em Lisboa, que o mandato do anterior conselho de administração dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) terminou a 31 de dezembro e que o processo de nomeação de novos responsáveis estava a decorrer.

"Estava em curso a alteração dos titulares do órgão de gestão. Foi desencadeado o processo de nomeação de um novo conselho de administração e foi hoje publicado o despacho de nomeação do novo órgão", afirmou a ministra, esta quinta-feira, dia em que foram anunciados os novos administradores, o ex-secretário de Estado Luís Goes Pinheiro (presidente) e Sandra Cavaca e Domingos Pereira (vogais).

Os ministérios das Finanças e da Saúde submeteram em 30 de janeiro à Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (Cresap) a nomeação do novo conselho de administração dos SPMS, indicou à Lusa o Ministério da Saúde.

Marta Temido alegou desconhecer as declarações do presidente cessante dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde Henrique Martins, que, à agência Lusa, revelou incompreensão pela decisão, uma vez que a entidade estava a cumprir os objetivos estabelecidos por contrato, tendo ele manifestado disponibilidade para continuar no cargo.

A não recondução do anterior conselho de administração dos SPMS foi conhecida no dia em que sindicatos dos médicos apontaram a falta de capacidade de resposta da linha telefónica SNS 24 com a crescente procura decorrente do surto do novo coronavírus que causa a doença Covid-19. Mas o ex-presidente dos SPMS, Henrique Martins, afastou qualquer ligação entre a sua não recondução no cargo e constrangimentos na linha SNS 24, justificando o "excesso de chamadas" com a "situação atípica" da epidemia Covid-19.