Pandemia

Norte é a região com a maior ocupação em cuidados intensivos de covid-19

Norte é a região com a maior ocupação em cuidados intensivos de covid-19

O número de doentes com covid-19 internados nas unidades de cuidados intensivos (UCI) apresenta uma "tendência crescente", uma subida de 42% em relação à semana anterior. O Norte, com 40 camas ocupadas a 16 de maio, está a 53% do nível de alerta definido para a região. A conclusão é do relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA), divulgado esta sexta-feira à tarde, sobre a monitorização da situação epidemiológica.

Enquanto a região Norte se aproxima do nível de alerta em UCI (de 75 camas), as "restantes regiões encontram-se ainda distantes". A título de exemplo, Lisboa e Vale do Tejo com 23 camas ocupadas, está a 22%. As autoridades de saúde definem que o nível de alerta "corresponde a 75% do número de camas disponíveis para doentes covid-19 em medicina intensiva para Portugal Continental".

A 16 de maio, havia 84 doentes com covid-19 a necessitar de cuidados urgentes. "Este valor corresponde a 32,9% (na semana anterior foi 23,1%) do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas", lê-se no documento. O grupo etário mais presente em UCI são as pessoas entre os 60 e 79 anos, "no qual se observa uma tendência crescente".

Também nas enfermarias, os números estão a crescer (mais 20% face à semana anterior). A 16 de maio, 1 450 pessoas estavam internadas nos hospitais portugueses. Os mais velhos, com 80 anos ou mais anos, representam o maior número de casos (613 internados).

Os jovens entre os 10 e os 19 anos continuam a ser a faixa etária com a maior incidência cumulativa a 7 dias por 100 mil habitantes. São 1 992 casos, o que representa um crescimento de 50% face à semana passada. Todas as idades têm, neste momento, mais de 1000 mil infeções por incidência cumulativa, com exceção das crianças entre os 0 e os 9 anos.

O número de novos casos de covid-19, também por incidência cumulativa, está nos 1 529 casos, "com tendência crescente a nível nacional e das regiões", com a exceção do arquipélago da Madeira. Na semana passada, este patamar estava nos 970 casos. O índice de transmissibilidade (Rt) permanece acima de 1 (1,23), ligeiramente acima do último registo (1,13).

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A DGS e a INSA apontam "a redução da adesão a medidas não farmacológicas, o período de festividades e o considerável aumento de circulação de variantes com maior potencial de transmissão" como as razões para a "incidência muito elevada", que continuará a subir.

O impacto da covid-19 na mortalidade continua reduzido, mas os valores estão a aumentar e a distanciar-se cada vez mais do limiar definido pelo Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla em inglês), de 20 óbitos a 14 dias por um milhão de habitantes. A mortalidade específica pela SARS-CoV-2 situa-se nos 32,5 óbitos. Na semana passada, estava nas 26,1 mortes.

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