Território

Norte e Galiza dão prioridade a ligações por estrada e ferrovia

Norte e Galiza dão prioridade a ligações por estrada e ferrovia

Cooperação transfronteiriça retomada pela CCDR-N e Governo galego, com a mira nos fundos europeus.

As ligações por estrada e por comboio entre o Norte de Portugal e a Galiza serão o foco da eurorregião para o próximo bloco de fundos europeus. O plano de investimentos conjuntos inclui 45 projetos, em quatro áreas: economia e emprego, ambiente e energia, sociedade e demografia e coesão do território.

Depois de um interregno de anos, os líderes das regiões reuniram-se ontem em Santiago de Compostela para relançar a cooperação entre as regiões. António Cunha, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e Alberto Núñez Feijóo, do Governo Regional da Galiza, comprometeram-se a defender junto dos governos centrais os projetos considerados prioritários.

À cabeça, estão as ligações terrestres. Na ferrovia, Portugal já se comprometeu a priorizar a linha de comboio de alta velocidade do Porto a Tui. Daí em diante, Núñez Feijóo está a pressionar Madrid para investir 570 milhões de euros numa saída pelo Sul da cidade de Vigo. Se as obras avançarem, o tempo de viagem entre Porto e Vigo passará de mais de duas horas para 55 minutos.

Do lado espanhol, prosseguem as obras para ligar Santiago a Madrid por alta velocidade e o Norte tem os olhos postos na estação de A Gudiña, a norte de Chaves.

Núñez Feijóo elencou ainda como prioridade a reabilitação da ponte entre Monção e Salvaterra do Minho (terá uma ciclovia) e a melhoria da estrada entre Celanova e a zona do Gerês.

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Os investimentos em infraestruturas são os que exigem mais dinheiro, mas o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Norte-Galiza tem em consulta pública um plano de investimentos que inclui 45 projetos concretos. Alberto Núñez Feijóo e António Cunha não quiseram revelar o valor necessário para os levar a cabo.

Duas reuniões marcadas

Os presidentes voltarão a encontrar-se a 15 de janeiro, em Vigo, para celebrar o décimo aniversário do AECT. E já está nova reunião aprazada para o final de janeiro ou início de fevereiro, na qual o plano de investimentos deverá ser aprovado.

Esta segunda-feira, ambos destacaram a história de 30 anos de cooperação transfronteiriça da eurorregião e a intenção de a aprofundar.

Nos fundos que agora acabam, a eurorregião investiu 36 milhões de euros em inovação, 24 milhões em competitividade, 50 milhões na prevenção de riscos rurais (incluindo o projeto Ariem+, de proteção civil) e 21 milhões em capacitação institucional (de que é exemplo o intercâmbio universitário Iacobus).

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