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Norte e Galiza querem cooperar na saúde sem fecho de fronteira

Norte e Galiza querem cooperar na saúde sem fecho de fronteira

Plano conjunto prevê protocolos de emergência sanitária e biológica como a covid-19 e é criticada a proibição de circulação entre os dois lados da eurorregião. Ligação ferroviária entre Porto e Vigo em alta velocidade mantém-se como prioritária.

As prioridades de investimento da eurorregião Galiza-Norte de Portugal para 2021-2027 incluem acordos de cooperação em situações de emergências sanitárias e biológicas (partindo da experiência transfronteiriça adquirida com um projeto de proteção civil) e programas de saúde pública. No âmbito desta resposta integrada, partilha de serviços e recursos humanos, seja no contexto da covid-19 ou futuras pandemias, a eurorregião recusa novo fecho de fronteiras nos termos em que isso foi feito nesta pandemia e quer ver reconhecido o caráter excecional da zona raiana.

As críticas ao modo como se fecharam fronteiras devem marcar hoje o plenário da comunidade de trabalho Galiza-Norte de Portugal, em Salvaterra de Miño. Em causa está, desde logo, a mobilidade laboral.

Alberto Núñez Feijóo, presidente da Galiza que lidera a comunidade de trabalho, passa esta quarta-feira este cargo a António Cunha, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. Vão aprovar a estratégia que enquadra investimentos e projetos, procura de financiamento europeu e prioridades deste agrupamento europeu de cooperação territorial.

Alta velocidade prioritária

O plano, que visa melhorar a competitividade e gerar emprego "duradouro e de qualidade", faz a viragem para as agendas europeias: transição climática e energética, inovação e digitalização. Destaca ainda o turismo de qualidade, como os Caminhos de Santiago, a cultura e a cidadania. E reforça a prioridade histórica numa forte rede de transportes. Isto inclui a ligação ferroviária de alta velocidade entre Porto e Vigo, que estará presente nos discursos. Querem ainda reforçar a conetividade.

Inventário e mais camas

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Nos protocolos de emergência sanitária e biológica, prevê um inventário de recursos humanos e materiais que "poderiam ser postos à disposição da outra região" e "mecanismos legais" para isso. Ainda na saúde pública, quer melhorar o rácio de camas hospitalares e que não fique abaixo da média europeia. Sugere ainda harmonizar as medidas de controlo das doenças de notificação obrigatória entre o sistema de saúde galego e a Administração Regional de Saúde do Norte e a coordenação dos planos de contingência sazonal de saúde.

Decisão europeia tem riscos

"Decisão da UE de desviar em direção a Espanha a partir de Aveiro o corredor atlântico de altas prestações de transporte de mercadorias, ainda que mantendo ligação direta com o Porto, corre o risco de colocar todo o noroeste peninsular numa condição periférica" que importa evitar, destaca o plano.

Gerar bom emprego

A melhoria na competitividade da eurorregião é um ponto-chave do plano face às "mudanças geopolíticas que podem resultar da pandemia". Destaque para o desenvolvimento inteligente, integrado e sustentável para gerar emprego duradouro e de qualidade.

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