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Norte perde menos poder de compra do que a média nacional

Norte perde menos poder de compra do que a média nacional

Os habitantes da região Norte perderam, em média, 3,1% do poder de compra no segundo trimestre deste ano, segundo revela o relatório trimestral da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), conhecido ontem. É um recuo menor do que o registado a nível nacional, que foi de 4,1%, e justifica-se pela inflação, que em agosto ascendeu a 9,1% a Norte.

No segundo trimestre de 2022, o salário mensal líquido (após descontos) dos trabalhadores por conta de outrem subiu para 1 001 euros na região Norte, em média, o que é mais 24 euros do que a média do trimestre anterior. "Não obstante o aumento do salário em termos nominais, no contexto atual marcado pelo aumento crescente da taxa de inflação, observou-se uma diminuição do salário mensal líquido, em termos reais", refere o relatório da CCDRN.

Ou seja, apesar de a inflação ser maior a Norte do que a média nacional (8,9%). o facto de os salários terem subido mais do que a média faz com que a perda de poder de compra seja menor. Entre a subida dos salários e dos preços, os cidadãos perderam, em média, 3,1% poder de compra no Norte face a 4,1% no total nacional.

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O salário médio evoluiu de forma diferente nos vários setores de atividade. Em termos reais, já com o peso da inflação, o setor que perdeu mais poder de compra foi o das atividades financeiras e de seguros (menos 12,7%), seguido das atividades de informação e comunicação (menos 10,5%). Nestes setores, um salário de mil euros perdeu, em média, cerca de 100 euros de poder de compra. Pelo contrário, os setores com as variações mais positivas foram os das atividades administrativas e serviços de apoio (mais 6,7%) e as atividades artísticas, desportivas e recreativas (mais 6,5%).

Indústria perde pessoal

A radiografia à região Norte feita pelo relatório da CCDRN regista uma taxa de desemprego de 5,5% no segundo trimestre do ano, mais 0,1% do que no trimestre anterior. A população empregada nas indústrias do Norte diminuiu 6,9%, perdendo-se cerca de 31 mil postos de trabalho nos últimos 12 meses. Em sentido inverso, o setor dos serviços criou 43 900 empregos (mais 4% face a 2021).

Destaque, ainda, para o aumento de 19% das exportações na região. No turismo, houve 3,2 milhões de turistas a dormir no Norte entre abril e junho, mais 200 mil do que no período homólogo de 2019.

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