Agricultura

Nova doença sem tratamento está a atacar as castanhas

Nova doença sem tratamento está a atacar as castanhas

A "podridão da castanha", provocada por um fungo com o nome científico de "gnomoniopsis castanea", é a nova doença dos soutos que preocupa os produtores nacionais face à possibilidade de poder destruir uma campanha.

José Laranjo, o professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que se dedica à investigação sobre o castanheiro, revelou, ao JN, que 70% a 80% da produção de castanha no Minho sai dos soutos infetada pela podridão, sublinhando que a situação "é dramática", pois tem afastado os compradores da região por receio de contaminação de outras. "Retraiu os operadores", garantiu o investigador. Na Beira Interior, Soutos da Lapa e Trás-os-Montes a situação não é tão grave, ainda assim, José Laranjo não descarta a possibilidade de 10% a 15% poder estar infetada.

A grã-mestre da Confraria Ibérica da Castanha, Sónia Geraldes, indicou que em Trás-os-Montes 20% da produção poderá estar contaminada. "É uma doença nova para todos, mas capaz de provocar estragos grandes numa campanha, até aos 80%. O processo de infeção começa no souto na altura da floração do castanheiro, em junho ou julho, os ouriços são contaminados pelo fungo e há uma latência até ao momento em que as castanhas chegam ao armazém", descreveu. As condições de humidade e temperatura podem ser favoráveis para a doença, pelo que durante a armazenagem pode agravar-se. "Em oito ou 10 dias, o lote pode ficar com metade podre", afirmou José Laranjo.

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