Energias renováveis

Nova estratégia energética vai ajudar a reduzir o défice

Nova estratégia energética vai ajudar a reduzir o défice

O ministro da Economia considera que a nova estratégia energética até 2020 "é um verdadeiro imperativo" porque ajudará a "reduzir significativamente" o défice externo, "provavelmente o maior bloqueio à capacidade de crescimento da economia".

"Existe uma dimensão que torna esta estratégia um verdadeiro imperativo que é a importância que o défice energético tem naquele que será provavelmente o maior bloqueio à nossa capacidade de crescer mais e crescer melhor", o défice externo, disse Vieira da Silva na cerimónia de apresentação da nova estratégia energética até 2020, que decorreu em Lisboa.

Para o ministro, "se existe limitação estrutural relevante nos dias de hoje para o crescimento da economia portuguesa é a persistência e o caráter estrutural do défice externo, na balança de bens e serviços".

O plano apresentado pelo Governo prevê uma redução da dependência energética para 74 por cento e uma consequente redução das importações de 2.000 milhões de euros. Em 2020 o Governo espera que Portugal produza - com recurso próprios - o equivalente a 60 milhões de barris anuais de petróleo.

"A estratégia permitirá - numa estimativa muito prudente - uma redução muito significativa, em cerca de um quarto, no défice externo de bens e serviços energéticos", explicou Vieira da Silva, recordando que "o défice na balança de produtos energéticos atingiu nos últimos anos um valor sempre acima dos 4,5 por cento do PIB".

Por isso mesmo, afirmou, "reduzir de forma significativa esse défice significa tão só libertar a capacidade de crescimento da economia portuguesa e libertá-la no bom sentido".

O ministro garantiu ainda que a nova estratégia - que estima a criação de 121 mil novos postos de trabalho até 2020 - é "perfeitamente fazível".

Em primeiro lugar, explicou o ministro, o plano "tem uma excelente relação custo/benefício" e em segundo lugar "tem uma matriz de investimento privado" e com tem por base "experiências bem sucedidas".

Vieira da Silva aludiu ainda à necessidade de "haver empenhamento e compromisso" das políticas públicas. "O facto de estar aqui o primeiro-ministro, o ministro da Economia, a ministra do Ambiente" bem como representantes das associações empresariais do sector, "mostra que há esse alinhamento", disse.