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Nove mil professores protestaram e reafirmaram greve às horas extra

Nove mil professores protestaram e reafirmaram greve às horas extra

Nove mil professores de vários níveis de ensino e de norte a sul do país encheram o Campo Pequeno, em Lisboa, para contestar a política do governo e aprovar o reforço da greve às horas extraordinárias.

Os professores que estiveram reunidos na sala de espectáculos do Campo Pequeno aprovaram uma moção, que entregaram no Ministério da Educação, assim como um conjunto de papéis com a "avaliação" desta entidade feita pelos professores, numa alusão ao processo de avaliação de desempenho dos docentes, cujo modelo rejeitam.

Durante o período em que estiveram concentrados no Campo Pequeno, os docentes exigiram não só a saída da actual ministra da Educação como do governo.

Na moção aprovada por unanimidade pelos professores que participaram no protesto acusam os governantes de tomar medidas que visam reduzir custos, atingindo o que é vital para as escolas e acusam o governo de por em causa a estabilidade das escolas e de quem nelas trabalha.

O protesto, que contou com a presença de deputados como Bernardino Soares (PCP) e Ana Drago (BE), além do secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, foi preenchido por palavras de ordem contra medidas educativas como a anunciada anulação do concurso de professores em 2011, mas também contra medidas governamentais que afectam igualmente os docentes, nomeadamente os cortes nos salários.

Além de terem aprovado o reforço da greve às horas extraordinárias, os docentes decidiram em plenário participar nas acções e lutas a desenvolver, uma delas a possibilidade de greve aos exames nacionais.

Após o plenário e a aprovação da moção, os docentes desfilaram até ao Ministério da Educação para entregar a avaliação e realizaram um cordão humano que cercou todo o quarteirão.