Segurança Social

Novo apoio social vai chegar a 250 mil trabalhadores e custar 633 milhões

Novo apoio social vai chegar a 250 mil trabalhadores e custar 633 milhões

O Governo reviu, segunda-feira, em alta a abrangência e a dotação do novo apoio extraordinário ao rendimento dos trabalhadores previsto na proposta de Orçamento do Estado de 2021. Afinal, o apoio deverá chegar a 250 mil trabalhadores, ao invés de 175 mil, passando a custar 633 milhões de euros (e já não até 450 milhões).

"Com o alargamento que fomos fazendo, estimamos que chegue a 250 mil pessoas com um custo de 633 milhões de euros", revelou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, no final de uma audição sobre a proposta de Orçamento que deverá receber voto contra do Bloco de Esquerda e a abstenção do PCP.

"Este é claramente um Orçamento do Estado que procura ser fortemente social, que procura chegar a todos, e chegar a todos os que precisam. Exemplo deste trabalho conjunto, e deste diálogo que temos feito ao longo destes meses, é a evolução que fizemos na prestação social", defendeu.

A ministra não detalhou as alterações na abrangência, mas deu conta de que o apoio poderá chegar também aos sócios-gerentes de microempresas. "É preocupação também, no âmbito do novo apoio extraordinário para 2021, avaliar de forma a que possa abranger os sócios-gerentes", indicou.

Em carta ao BE, a que o JN/Dinheiro Vivo teve acesso, o Governo mostrou abertura para eliminar a exigência de condição de recursos (máximo de rendimentos) de trabalhadores independentes ou os sócios-gerentes "cuja atividade esteja interdita por determinação do Executivo ou da autoridade competente de saúde".

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