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Novo Governo deverá ser versão remodelada da atual equipa de Costa

Novo Governo deverá ser versão remodelada da atual equipa de Costa

Poucas saídas e poucos rostos novos: o próximo Governo deverá ser semelhante ao atual.

Para já, baixa confirmada só há uma. Vieira da Silva sairá pelo próprio pé do Trabalho e da Segurança Social. Continuação também já assumida é a de Mário Centeno nas Finanças. De resto, nada é certo, mas tudo indica que esta será mais uma remodelação do Governo atual do que um novo Executivo.

Entre o lote dos ministros apontados como estando de saída estão Manuel Heitor (Ciência e Ensino Superior), Ana Paula Vitorino (Mar) e Capoulas Santos (Agricultura). Falta saber quem os substituirá. O "Expresso" e o "Público" diziam ontem que António Costa quer investir na atual secretária-geral adjunta do Partido Socialista, Ana Catarina Mendes - seja para o elenco governativo ou para a liderança da bancada parlamentar.

De resto, fala-se mais da promoção de secretários de Estado a ministro do que da entrada de novos nomes para chefiar pastas. É o caso de Miguel Freitas, que poderá deixar as Florestas para ocupar o cargo até agora de Capoulas Santos. Ou de Ana Mendes Godinho, atual secretária de Estado do Turismo - uma área que poderá ser promovida a ministério. Ou ainda de Alexandra Leitão, que pertence à equipa de Tiago Brandão Rodrigues, na Educação.

Remodelação futurista

Na última remodelação, há precisamente um ano, estrearam-se rostos novos que, dizia-se na altura, se manteriam num novo mandato, caso o Partido Socialista ganhasse as legislativas.

Agora que Costa foi indigitado e formará novo Executivo, esses rostos deverão manter-se. É o caso de Marta Temido, na Saúde; de João Gomes Cravinho, na Defesa; de Graça Fonseca (Cultura) e de Pedro Siza Vieira (o ministro Adjunto acumula a pasta da Economia).

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Na remodelação de há um ano, Matos Fernandes somou a Transição Energética ao Ambiente e, tudo indica, continuará a ser um homem forte do Governo. O mesmo para Nélson de Souza, cuja Secretaria de Estado foi promovida a ministério do Planeamento, este ano - uma manutenção lida no atual quadro de negociação com Bruxelas do próximo bloco de fundos europeus. A par de Souza, Pedro Nuno Santos foi também promovido a ministro e deverá integrar o novo Executivo.

Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, é também dada como certa no próximo Governo. Tal como dois pesos pesados: Eduardo Cabrita (hoje na Administração Interna) e Augusto Santos Silva (Negócios Estrangeiros). Ontem, não era certa a continuação de Brandão Rodrigues (Educação) e de Francisca van Dunem (Justiça).

Costa quer evitar ligações familiares - Entre ministros ou secretários de Estado ou dentro dos gabinetes, as ligações familiares foram das maiores dores de cabeça de Costa. A palavra de ordem é, por isso, evitar um Conselho de Ministros familiar. Com a saída de Vieira da Silva, a filha Mariana tem campo aberto. E a saída de Ana Paula Vitorino permitirá a continuidade do marido, Eduardo Cabrita.

A estabilidade diária de Rebelo de Sousa - "A estabilidade é uma coisa que se constrói todos os dias", disse ontem Rebelo de Sousa. Não é a primeira vez que o presidente da República desvaloriza a inexistência de um acordo escrito como garante de estabilidade parlamentar.

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