O Jogo ao Vivo

Sindicatos

Novo líder da UGT quer aumentos na Administração Pública

Novo líder da UGT quer aumentos na Administração Pública

O novo secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), Mário Mourão, defendeu este domingo que o Governo deve aumentar os salários dos trabalhadores do Estado e prometeu dar prioridade à valorização salarial nos próximos quatro anos.

"O Governo deve assumir a sua responsabilidade, enquanto maior empregador, de uma política de valorização salarial de todos os seus trabalhadores", declarou o também dirigente nacional do PS, no encerramento do XIV Congresso da UGT, no qual foi eleito por 455 votos, com 77 contra e 21 abstenções.

Para Mário Mourão, a "discussão da valorização dos salários e rendimentos continua a ser uma prioridade". Como o Programa do Governo prevê o aumento do salário médio em 20% até ao final da legislatura, disse que "uma vez que o peso dos salários no Produto Interno Bruto se encontra, mais ou menos, em 44%, a UGT irá reivindicar que se eleve a 48% até ao términus do presente quadriénio".

PUB

O cenário económico, em contexto de guerra, "gera grandes incertezas", disse, defendendo "um relançamento da economia mais sólido e mais robusto". Nos últimos meses, "os trabalhadores, os pensionistas e os aposentados têm sido confrontados com uma pressão inflacionista permanente que conduz a perdas significativas do poder de compra", comentou.

Na Concertação Social, a UGT "vai exigir uma discussão ainda mais profunda para a adoção de medidas imediatas de apoio não apenas às empresas, mas também a quem sobrevive dos escassos rendimentos do seu trabalho", garantiu.

Elogiando o Governo pelo "consecutivo aumento do salário mínimo" dos últimos anos, defendeu "outro patamar de reivindicação", com "um aumento significativo dos salários médios" e "maior atenção e maior dignidade" à classe média.

Rui Rio e Nuno Melo presentes

Convidado para o encerramento, o presidente do Partido Social Democrata (PSD) acusou o primeiro-ministro de, após três meses das promessas eleitorais, quando "jurou a pés juntos que ia aumentar o peso dos salários no rendimento nacional", estar "a fazer exatamente o contrário".

Rui Rio justificou a sua presença na iniciativa da UGT, na qual o PSD é a segunda força, por ser "importante haver sindicatos fortes e responsáveis para o país", "percebendo as circunstâncias, o que é possível e o que não é possível" concretizar.

O líder do CDS-PP, Nuno Melo, considerou que a paz social é essencial para "tempos que não são fáceis", referindo as "dificuldades muito grandes" num "contexto de economia de guerra" e salientou a importância da concertação social.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG